domingo, 22 de junho de 2014

EMPREGO DO GERÚNDIO

Gerúndio ou Gerundismo?


GERÚNDIO

Definição
O gerúndio, UMA  DAS FORMAS NOMINAIS DO VERBO,  expressa uma ação verbal  que está em processo ou  ocorre simultaneamente ou, ainda, que remete a uma ideia de progressão.  Para formá-lo, usamos  desinência -ndo.  Exemplos: pensando;  querendo; refletindo.
Exemplos de emprego do  GERÚNDIO
Estou estudando para a prova de matemática.
Estamos fazendo a campanha do agasalho mais cedo este ano.
Ela vive brincando com meus sentimentos.

Por que o GERÚNDIO é chamado de forma nominal do verbo?
Porque ele pode vir empregado com valor de nomes( advérbio e adjetivo)
Exemplos:

Água fervendo ( gerúndio como adjetivo, caracterizando o substantivo água

Falar sorrindo ( gerúndio  como advérbio modificando o verbo falar)

GERUNDISMO
Muito se tem falado a respeito do GERUNDISMO, prática deselegante, principalmente no atendimento ao cliente. Sem falar na falta de compromisso que isso gera. Observe:

O atendente diz para o cliente:

1. " Vamos estar resolvendo o problema do seu aparelho de som e vamos estar entrando em contato com o senhor em X dias." 
Pode esquecer o conserto e comprar um aparelho novo.

2."  Vamos estar transferindo  sua ligação em instantes" 
Com o GERUNDISMO, a expressão“ Em instantes”  se transforma em meses...

Veja a diferença quando reescrevemos as frases.
1    Vamos resolver  ou resolveremos o problema do seu aparelho de som e entraremos em contato em X dias." 
2    Vamos transferir  ou transferiremos sua ligação em instantes." 

Usar o GERÚNDIO de forma correta não é ”pecado”

O atendente até poderia dizer:
" Estamos resolvendo o seu problema.." 

Estamos transferindo sua  ligação.." 




quinta-feira, 12 de junho de 2014

AO INVÉS DE / EM VEZ DE





Ao invés de   e  Em vez de:
Qual a diferença?
Muitos confundem essas expressões porque  são parecidas no som e , às  vezes,  na escrita.
É importante entender o significado de cada uma delas:
Ao invés de
Significa o mesmo que o contrário de ou, ainda, o inverso de.
Ao invés de aceitar o cargo, preferiu recusá-lo.
Ao invés da mentira, prefiro a verdade, ainda que esta seja mais difícil de ouvir.
 Observe que os exemplos  indicam ideias de oposição: aceitar X recusar, mentira X verdade.
Em vez de
 Em vez de indica substituição, o mesmo que “no lugar de”. Exemplos:
Em vez de comer batatas fritas, optou por uma salada.
Preferiu ir de ônibus em vez de enfrentar o tão temido avião.

Observe que batatas fritas não é o oposto de salada, nem ônibus é o contrário de avião.

terça-feira, 10 de junho de 2014

IMAGEM - GRAMÁTICA

De acordo com a norma culta da língua portuguesa, há três erros nesta imagem.



A semana de prova está chegando. Por isso, cérebro, apronte-se que eu vou USÁ-LO 






COMENTÁRIO AQUI

ERRO DE REGÊNCIA NOMINAL

ERRO DE REGÊNCIA NOMINAL E EMPREGO DA VÍRGULA

Reescritura: 

(...)tem certeza DE que os impostos são para saúde, educação, moradia e transporte?
Comentário:
REGÊNCIA NOMINAL:  certeza DE alguma coisa.
EMPREGO DA VÍRGULA: empregue a vírgula para separar elementos de mesma natureza, faltou vírgula no penúltimo item.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

PALAVRA POLISSÊMICA

Isto ocorre  devido à polissemia da palavra "esteira"e à preguiça de fazer exercícios físicos... 

ATIVIDADES - 6o. e 7o. anos







LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Retrocesso
( Luis Fernando Veríssimo)
Leia atentamente e responda
“O visitante acompanhou, fascinado, uma aula como ela seria num futuro em que o computador tivesse substituído o professor”

Retrocesso
O visitante estranhou porque, quando o levaram para conhecer a sala de aula do futuro, não havia uma professora-robô, mas duas. A única diferença entre as duas era que uma era feita totalmente de plástico e fibra de vidro — fora, claro, a tela do seu visor e seus componentes eletrônicos —, e a outra era acolchoada. Uma falava com as crianças com sua voz metálica e mostrava figuras, números e cenas coloridas no seu visor, e a outra ficava quieta num canto. Uma comandava a sala, tinha resposta para tudo e centralizava toda a atenção dos alunos, que pareciam conviver muito bem com a sua presença dinâmica, a outra dava a impressão de estar esquecida ali, como uma experiência errada.
O visitante acompanhou, fascinado, uma aula como ela seria num futuro em que o computador tivesse substituído o professor. O entendimento entre a máquina e as crianças era perfeito. A máquina falava com clareza e estava programada de acordo com métodos pedagógicos cientificamente testados durante anos. Quando não entendiam qualquer coisa as crianças sabiam exatamente que botões apertar para que a professora-robô repetisse a lição ou, em rápidos segundos, a reformulasse, para melhor compreensão. (As crianças do futuro já nascerão sabendo que botões apertar.)
— Fantástico! — comentou o visitante.
— Não é? — concordou o técnico, sorrindo com satisfação.
Foi quando uma das crianças, errando o botão, prendeu o dedo no teclado da professora-robô. Nada grave. O teclado tinha sido cientificamente preparado para não oferecer qualquer risco aos dedos infantis. Mesmo assim, doeu, e a criança começou a chorar. Ao captar o som do choro nos seus sensores, a professora-robô desligou-se automaticamente. Exatamente ao mesmo tempo, o outro robô acendeu-se automaticamente. Dirigiu-se para a criança que chorava e a pegou no colo com os braços de imitação, embalando-a no seu colo acolchoado e dizendo palavras de carinho e conforto numa voz parecida com a do outro robô, só que bem menos metálica. Passada a crise, a criança, consolada e restabelecida, foi colocada no chão e retomou seu lugar entre as outras. A segunda professora-robô voltou para o seu canto e se desligou enquanto a primeira voltou à vida e à aula.
— Fantástico! — repetiu o visitante.
— Não é? — concordou o técnico, ainda mais satisfeito.
— Mas me diga uma coisa... — começou a dizer o visitante.
— Sim?
— Se entendi bem, o segundo robô só existe para fazer a parte mais, digamos, maternal do trabalho pedagógico, enquanto o primeiro faz a parte técnica.
— Exatamente.
— Não seria mais prático — sugeriu o visitante — reunir as duas funções num mesmo robô?
Imediatamente o visitante viu que tinha dito uma bobagem. O técnico sorriu com condescendência.
— Isso — explicou — seria um retrocesso.
— Por quê?
— Estaríamos de volta ao ser humano.
E o técnico sacudiu a cabeça, desanimado. Decididamente, o visitante não entendia de futuro.


Luís Fernando Veríssirno. In Nova Escola. São Paulo. Abril, out. 1990. p. 19. 

Explorando o texto:
Debate sobre
a) o Ensino hoje e no futuro;
b)o relacionamento professor/aluno;
c) métodos de estudo
d) a máquina será capaz de substituir o ser humano?

segunda-feira, 2 de junho de 2014

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO E GRAMÁTICA




Interpretação de texto e gramática
Leia o poema
Quando penso que uma palavra
Pode mudar tudo
Não fico mudo
Mudo
Quando penso que um passo
Descobre o mundo
Não paro o passo
Passo
E assim que passo e mudo
Um novo mundo nasce
Na palavra que penso
(Alice Ruiz)

1.    “Quando penso que uma palavra
Pode mudar tudo”
a)A palavra tudo é usada em sentido geral ou particular? Explique.
b) Explique a relação entre os versos da primeira estrofe do poema.
E assim que passo e mudo
Um novo mundo nasce
Na palavra que
penso
2, Classifique os  verbos da estrofe acima em transitivo e intransitivo e explique a diferença entre eles.


a.    Transitivo
b.    Intransitivo





3.Identifique e classifique  o sujeito dos verbos:
·         Passo
·         Mudo
·         Nasce
·         Penso
·         Descobre

4.    Nos versos
1.Não fico mudo
2.Mudo
Qual a classe gramatical da palavra mudo em cada verso?
1-
2-

5.    No poema há uma locução verbal. Retire-a.


6.    Nos versos:
1.Não paro o passo
2.Passo
Qual a classe gramatical da palavra passo em cada verso?
1.     
2.     

7.    Releia os versos e responda:
E assim que passo e mudo
Um novo mundo nasce
Na palavra que penso
a)    Por que nasce um novo mundo?



b)    Onde nasce um novo mundo?

Pronome relativo

Pronomes relativos Pronomes relativos são usados para retomar  um termo antecedente( já expresso anteriormente) Observe o exempl...