quinta-feira, 21 de maio de 2015

Ao invés de/ em vez de

Ao invés de : o mesmo que o contrário de ou, ainda, o inverso de.
Ao invés de aceitar o cargo, preferiu recusá-lo.
Ao invés da mentira, prefiro a verdade, ainda que esta seja mais difícil de ouvir.
 Observe que os exemplos  indicam ideias de oposição: aceitar X recusar, mentira X verdade.
Em vez de
 Em vez de indica substituição, o mesmo que “no lugar de”. Exemplos:
Em vez de comer batatas fritas, optou por uma salada.
Preferiu ir de ônibus em vez de enfrentar o tão temido avião.

Observe que batatas fritas não é o oposto de salada, nem ônibus é o contrário de avião

quarta-feira, 13 de maio de 2015

O CAVALO E O PORCO


O Cavalo e o Porco


Um fazendeiro colecionava cavalos, mas ainda faltava uma determinada  raça. Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha esse animal. Assim, insistiu tanto que o vizinho resolver vender-lhe o cavalo.
Um mês depois o animal adoeceu, então ele chamou o veterinário que avisou:
- Bem, seu  cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante três  dias; no terceiro dia, eu retornarei e, caso ele não esteja melhor, será  necessário sacrificá-lo. Neste momento, o porco escutava toda a conversa.
No dia seguinte deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse:
- Força, amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado!!! Mas nada de o companheiro levantar.
No segundo dia,  deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse:
 -Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a  levantar... Upa! Um, dois, três. E... nada!
No terceiro dia deram o medicamento e o  veterinário disse:
- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a  virose pode contaminar
os outros cavalos. Quando foram embora, o porco se  aproximou do cavalo e disse:
 - Cara, é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Ótimo, vamos, um...dois.. três! legal, legal, agora mais depressa vai... Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Você  venceu, Campeão!!!
De repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no  campo e gritou:
 ― Milagre!!! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa...
Vamos matar o porco!!!

(Autor desconhecido)

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Fábula do porco-espinho


A fábula do porco-espinho

            Durante uma era glacial, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil. Foi então que uma grande manada de porcos espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver começou a se unir, a juntar-se mais e mais.
            Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso. Porém, vida ingrata, os espinhos de  cada  um  começaram  a   ferir os companheiros  mais próximos,  justamente  aqueles que  lhes forneciam  mais calor, aquele calor vital, questão  de vida  ou   morte.    E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito...
            Mas, essa não foi a melhor solução: afastados, separados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos,  cada qual conservava certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos.
            Assim suportaram-se, resistindo à longa era glacial. Sobreviveram.  
MORAL DA HISTÓRIA 
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, até porque elas não existem,  mas aquele em que a pessoa aprende a conviver com “ os espinhos”  um do outro e consegue enxergar o melhor delas.
                       
                                                                                                    (Fábulas de Esopo)


Questões sobre o texto
1.    Qual o assunto do texto?
2.    Resuma os parágrafos numa frase.
3.    Qual estratégia a manada de porcos-espinhos  usou para escapar da morte?
4.    No  segundo parágrafo, a manada enfrenta um problema. Explique o que aconteceu e qual a consequência desse fato.
5.    Que solução a manada encontrou para resolver o problema?
6.    Você concorda com essa resolução? Explique.
7.    É possível   relacionar essa  fábula com nosso dia a dia?  Por quê?
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Estudo da língua
1.    Em que tempo e modo estão os verbos  do texto? Explique esse efeito de sentido.

2.    Observe as palavras grifadas no texto e substitua cada uma por um sinônimo.

3.      “ Mas, essa não foi a melhor solução” . O pronome grifado retoma que parte do texto?
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4.                “ Mas, essa não foi a melhor solução:” . Substitua a palavra grifada por outra de mesmo sentido. ______________________________________________________________________
5.    Qual a classe gramatical da palavra grifada?
6.    Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco...”
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7.    “...aqueles que  lhes forneciam  mais calor” ,


domingo, 19 de abril de 2015

SEQUER / SE QUER

Na língua portuguesa, as palavras podem  ter o mesmo som, mas grafia diferente(homônimas Homófonas heterógrafas).
Segue um exemplo muito comum:









sexta-feira, 27 de março de 2015

CLASSES GRAMATICAIS

SUBSTANTIVO - ADJETIVO - ARTIGO - NUMERAL


CLASSES GRAMATICAIS – Profª  Antônia de Fátima Fuini
1. SUBSTANTIVO dá nome aos SERES em geral: Fátima, amor, pessoa, felicidade, Deus, passarinho, nuvem, céu, ar,
CLASSIFICAÇÃO:
Simples: formado por um único elemento. Ex: chuva, flor, moleque, pé.
Composto: formado por dois ou mais elementos, como guarda-chuva, couve-flor, pé-de-moleque.

Primitivo: dá origem a outros substantivos: pedra, mão, casa.

Derivado: formado de um primitivo: pedreiro, pedrinha, manual, casamento.
Comum: nomeia seres da mesma espécie. Ex.: cachorro, menino, rua, homem, mulher, país, casa.

Próprionome de pessoas, locais específicos. Ex.: Antônia, Brasil, Rua Paraná, Mariana, Museu Ipiranga.

Coletivo: indica um conjunto de seres. Ex.: ramalhete (flores) alcateia (de lobos).

Concreto: nomeia um ser de existência independente de outros seres. Ex.: caneta, árvore, livro, ar, Deus.

Abstrato: nomeia seres cuja existência depende de outros(ação, sentimento, qualidade):amor, alegria, beleza.

Observação: Dependendo do contexto, o mesmo substantivo pode ser concreto ou abstrato. Exemplo.
O governo incentivou a plantação de cana-de-açúcar. (plantação= ato de plantar: abstrato)
O fogo destruiu a plantação de cana-de-açúcar. (plantação= roça: concreto)

O Substantivo se flexiona em gênero, número e grau:

1.Gênero: masculino e feminino:

A. Biforme ( duas formas) uma para o masculino e outra para o feminino:
Ex.: cavaleiro – amazona; cavalheiro – dama.
B. Uniforme (uma só forma para o feminino e o masculino) Dividem-se em:
1) comum-de-dois ( a diferença é marcada pelo artigo) o artista –  a artista; o motorista – a motorista; um dentista – uma dentista, o jovem -  a jovem; o estudante - a estudante.
2) Sobrecomuns: uma só forma tanto para o masculino quanto para o feminino
A vítima, a criança, a pessoa, a testemunha, o cônjuge. A diferença se faz pelo contexto. Exemplo: A vítima era um rapaz. A criança era um lindo menino. Um dos cônjuges faltou, a esposa.
C. Epicenos ( refere-se a  alguns animais) jacaré macho, jacaré fêmea; borboleta macho, borboleta  fêmea.
Cuidado! Há muitos substantivos que mudam de sentido quando mudam de gênero. Exemplo:
O capital (dinheiro) A capital (cidade). O grama ( peso) ; A grama (planta, relva).
2.Número: singular e plural. Ex.: troféu - troféus; degrau - degraus; papel -  papéis; chapéu – chapéus; café- cafés; arroz= arrozes; gravidez=gravidezes
3.Grau: Aumentativo e diminutivo.
1. Aumentativo: barca= barcaça, cão = canzarrão, nariz  = narigão.
O aumentativo também pode ser feito com o acréscimo do adjetivo “grande” ou “enorme”
Exemplo: quadro = quadro grande; botão = botão grande, botão enorme.
2. Diminutivo:  criancinha, barquinha, cãozinho, narizinho.
Observação: o diminutivo pode ser usado para indicar forma carinhosa ou pejorativa:
 Aquele é meu doutorzinho preferido. 
Aquele  doutorzinho não sabe nada.

2. ADJETIVO
 Palavra que modifica o substantivo indicando-lhe UMA CARACTERÍSTICA: qualidade, aparência ou modo se ser.
Locução adjetiva: preposição + substantivo com valor de adjetivo. Exemplo: de mãe= materno. Da tarde= vespertino; de pai= paterno.
Observação; nem sempre as locuções adjetivas têm adjetivos correspondentes. Exemplo: de madeira, de vidro, de infância, de papel; de rua; de primeira.
As locuções adjetivas são invariáveis, isto é não vão para o plural. Exemplo mesa de madeira (mesas de madeira; copo de vidro (copos de vidro)
O adjetivo se flexiona em gênero, número.
A) gênero: masculino e feminino
 Aluna inteligente / aluno inteligente
 Menino estudioso / menina  estudiosa.



B)número: singular e plural:
Amigo fiel – amigos fiéis, classe  unida, classes unidas, exercício fácil – exercícios fáceis, projeto avançado, projetos avançados.
O adjetivo classifica-se em s primitivo e derivado, simples e composto.
a) primitivo – não derivam de outras palavras. Exemplo: bom, fácil, lindo.( bondoso, facílimo, lindíssimo)
b) derivado – deriva de outro adjetivo ou de substantivos e verbos.Exemplos: carnavalesco, gigantesco, rochoso, amável, sonoro..
Adjetivos compostos – formados de dois ou mais adjetivos caracterizando um substantivo.
Exemplo – acordo entre Portugal, França e Brasil: acordo luso-franco-brasileiro
Plural dos adjetivos compostos: somente o ultimo elemento vai para o plural. Exemplo:
Acordos luso-franco-brasileiros

3. ARTIGO: principal determinante do substantivo. Os artigos podem ser:
  1. definidos: o, a,os, as – definem o substantivo especificando-o ou tornando diferenciado.
  2. Indefinidos: um, uma,uns, umas; generaliza o substantivo.
Exemplo: Não vou dar UMA festa, mas A festa. (Não uma festa comum a todas as outras , mas uma festa especial.)
O artigo também determina o gênero do substantivo comum de dois gêneros; Exemplo
O artista/a artista; o estudante/a estudante.
Observação: O artigo substantiva qualquer palavra. Exemplo: O viver pertence a Deus.
Faça valer o  sim. O  não  nem sempre é definitivo.

4. NUMERAL; PALAVRA QUE INDICA QUANTIDADE, ORDEM, POSIÇÃO.
Classificam-se em: Cardinais, Ordinais, Multiplicativos, Fracionários:
  1. Cardinais: um, dois, três... dez, vinte, trezentos, mil...
  2. Ordinais: primeiro, segundo, terceiro... décimo, trigésimo, milésimo
  3. Multiplicativos: o dobro, o triplo, o quádruplo...
  4. Fracionários: a metade, um terço, um quarto, a terça parte de...



Revise seu texto antes de publicá-lo. Se não for da área de língua portuguesa, procure um revisor.



OBSERVE O ANÚNCIO ABAIXO:




Cuidado com as palavras homônimas homófonas( mesmo som, grafia diferente)
1. Enfrente :verbo
Enfrente a situação com coragem.

2. Em frente: locução adverbial
Moro em frente ao colégio onde estudo.

segunda-feira, 23 de março de 2015

CLASSES GRAMATICAIS

CLASSES GRAMATICAIS - RESUMO

Classes gramaticais
Função ou sentido
Palavra que serve para nomear os seres, objetos, sentimentos, nomes de lugares: Antonia, livro, amor, saudade, Itapira, Av. Paoletti.
Substantivos de dois números
 que têm a mesma forma para o singular e o plural: lápis, vírus, ônibus, pires.
Substantivos de dois gêneros
 têm a mesma forma para seres de ambos os sexos, sendo o gênero marcado pelo artigo ou pronome que os precede. Exemplos: o/a colega, o/a agente, o/a lojista, este/ esta estudante.
Substantivos sobrecomuns
têm a mesma forma para o masculino e o feminino, não variando sequer o artigo adjetivo, ou pronome  que os acompanha. Exemplos: a pessoa, a criança, o cônjuge, o monstro, a testemunha, criança esperta, aquela vítima.
Verbo
Palavra que expressa ação, estado ou fenômeno da natureza. É a classe gramatical mais rica em variação de formas, podendo mudar para exprimir modo, tempo, pessoa e número . No dicionário, são encontrados no modo infinitivo, ou seja, o nome do verbo. Exemplos: Fugir, estar, chover, comprar, ser, anoitecer.
Adjetivo
Palavra que se relaciona com o substantivo para lhe atribuir uma característica. Exemplos: mulher linda, livro divertido, árvore alta, olhos azuis, sujeito mau.
Adjetivo de dois gêneros
 mantém a mesma forma tanto para o masculino quanto para o feminino. Exemplos: a sugestão aceitável, o convite aceitável, o rapaz adorável, a moça adorável, o professor competente, a professora competente.
Adjetivo ou substantivo?
Trata-se de palavra que pode ser classificada como adjetivo ou como substantivo e mantêm a mesma forma para os dois gêneros. Exemplos: Um jovem rebelde (neste caso, jovem é o substantivo e rebelde, sua característica, o adjetivo). Um rebelde jovem (neste caso, rebelde passa a ser substantivo e jovem, adjetivo)
Observação: há rebelde que não é necessariamente jovem)


Artigo
 
Palavra que se coloca antes do substantivo, determinando-o e indicando seu gênero e número (artigo definido: a, as, o, os) ou (artigo indefinido: um, uma, uns, umas).O emprego do artigo pode mudar a semântica da palavra. Exemplo:
Não vou dar uma festa, mas a festa.
Pronome
Palavra que substitui, retoma o nome ou que o acompanha para tornar claro o seu significado. Os pronomes se dividem nas seis  classes:
Pronomes pessoais
Designam as três pessoas do discurso (no singular ou no plural).Pronomes retos: Eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas. Pronomes oblíquos átonos: me, te, se, lhe, o, a, nos, vos, se, lhes, os, as. Pronomes oblíquos tônicos  mim, comigo, ti, contigo, si, consigo, conosco, convosco.
Também são pessoais os pronomes de tratamento: você, o senhor, a senhora, Vossa Senhoria, vossa Excelência, etc.
Pronomes possessivos
Indicam a posse em relação às pessoas do discurso: Meu, minha, meus, minhas, nosso, nossa, nossos, nossas, teu, tua, teus, tuas, vosso, vossa, vossos, vossas, seu, sua, seus, suas.
Pronomes demonstrativos
Indicam o lugar ou a posição dos seres em relação às pessoas do discurso.
1ª. Pessoa: Este, esta, estes, estas, isto.
2ª. Pessoa: Esse, essa, esses, essas, isso.
3ª. Pessoa: Aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo.
Pronomes relativos
Representam numa oração os nomes mencionados na oração anterior. Exemplo: O livro que comprei é muito bom. Esta é a garota a quem me referi. São pronomes relativos: Que, quem, quanto(s), quanta(s), cujo(s), cuja(s), o qual, a qual, os quais, as quais.

Pronomes indefinidos
Referem-se à terceira pessoa do discurso num sentido vago ou exprimido quantidade indeterminada. Exemplos: Quem espera adquire paciência. São pronomes indefinidos mais comuns: algum, nenhum, qualquer, ninguém, alguém, algo, todos, tudo, vários.
Pronomes interrogativos
Os pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto, quando são usados para formular uma pergunta.
Numeral
Palavra que designa os números ou sua ordem de sucessão. Exemplos:
Cardinais: quatro, vinte, trinta.
Ordinais: quarto, vigésimo, trigésimo.
Fracionários: meio, um terço, um quinto.
Multiplicativos: duplo, triplo, quádruplo
Classes gramaticais
Função ou sentido
Advérbio
Palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio, expressando uma circunstância. Exemplos: lugar( ali, lá, aqui) Tempo( cedo, tarde, imediatamente) negação( não, nunca, jamais);afirmação( sim, certamente); dúvida( talvez, provavelmente); modo( devagar, depressa)
Locução adverbial: expressão que vale por um adverbio. Exemplos:
Comi com prazer. Ela agiu com raiva.
.
Preposição
Termo que liga palavras, estabelecendo uma relação. Exemplos:
Livro de João( posse), falar sobre literatura( assunto) Vim de Minas( lugar).
 Boca sem dentes( ausência); blusa de cem reais.( preço)
Conjunção
Termo que liga duas palavras, dois membros de uma oração ou duas orações, estabelecendo cerras relações) Exemplos: E: exprime idéia de adição (aditiva). Mas: relaciona pensamentos em contraste ou oposição. Quando: conjunção temporal. Se: conjunção que exprime condição.
Interjeição
Vocábulo que traduz uma impressão súbita, como dor, susto, alívio, admiração. Exemplos:
Oba!: alegria, satisfação.
Ah!: alívio, alegria.
Psiu!: Ordena silêncio.

quinta-feira, 19 de março de 2015

CLASSE GRAMATICAL DO A

Emprego do A como
Artigo, pronome pessoal e preposição.




Furto de Flor
Carlos Drummond de Andrade

Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor.


Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.
Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:
_ Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!



 (Contos Plausíveis. RJ, José Olympio)
1.      Observe que o “a” pertence a três classes gramaticais diferentes no texto   artigo, pronome pessoal e preposição.

No 1º. Parágrafo,  observe o emprego do a
1.      ARTIGO
  “Eu furtei a flor” – a determina o substantivo flor, portanto a é artigo.
2.      PRONOME PESSOAL
Já em “Trouxe-a para casa”  “coloquei-a no copo”( a substitui flor, portanto é um pronome pessoal oblíquo)
3.      PREPOSIÇÃO
“O   copo a beber”( o A está antes de um verbo ) neste caso, o A tem sentido de para , portanto A é preposição.

Exercícios

Continuando a leitura do texto, identifique a classe gramatical do A e justifique sua resposta.
1.    Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.

2.      Eu assumira a obrigação de conservá-la.

3.      Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia.

4.      Não adiantava restituí-la ao jardim.

5.      Eu a furtara, eu a via morrer.



6.      e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la(...)