segunda-feira, 21 de julho de 2014

A LINHA MÁGICA



                                                                   A Linha Mágica
"Era uma vez uma viúva que tinha um filho chamado Pedro. O menino era forte e são, mas não gostava de ir à escola e passava o tempo todo sonhando acordado.
- Pedro, com o que você está sonhando a uma hora destas? - perguntava-lhe a professora.
- Estava pensando no que serei quando crescer - respondia ele.
- Seja paciente. Há muito tempo para pensar nisso. Depois de crescido, nem tudo é divertimento, sabe? - dizia ela.
Mas Pedro tinha dificuldades para apreciar qualquer coisa que estivesse fazendo no momento, e ansiava sempre pela próxima. No inverno, ansiava pelo retorno do verão; e no verão, sonhava com passeios de esqui e trenó, e com as fogueiras acesas durante o inverno. Na escola, ansiava pelo fim do dia, quando poderia voltar para casa; e nas noites de domingo, suspirava dizendo: "Se as férias chegassem logo!" O que mais o entretinha era brincar com a amiga Lise. Era companheira tão boa quanto qualquer menino, e a ansiedade de Pedro não a afetava, ela não se ofendia. "Quando crescer, vou casar-me com ela", dizia Pedro consigo mesmo.
Costumava perder-se em caminhadas pela floresta, sonhando com o futuro. Ás vezes, deitava-se ao sol sobre o chão macio, com as mãos postas sob a cabeça, e ficava olhando o céu através das copas altas das árvores. Uma tarde quente, quando estava quase caindo no sono, ouviu alguém chamando por ele. Abriu os olhos e sentou-se. Viu uma mulher idosa em pé à sua frente. Ela trazia na mão uma bola prateada, da qual pendia uma linha de seda dourada.

domingo, 20 de julho de 2014

ORIENTAÇÃO DE ESTUDOS




ORIENTAÇÃO DE ESTUDOS 




Projeto – grupo de estudo ENSINO FUNDAMENTAL do 6º ao 9º ano – Profª Antônia de  Fátima Fuini

Introdução
Frequentemente encontramos alunos desmotivados para o estudo, dispersos em sala de aula, desconcentrados, falantes, ou seja, NÃO QUEREM SABER DE ESTUDAR. Essas são algumas  causas do baixo rendimento escolar e da insatisfação pessoal diante dos desafios encontrados  tanto na escola como na vida.

Diante desse quadro, começamos grupos de estudos a fim de ajudar esses alunos a  descobrirem como lidar com a causa desses problemas.

Quem participa?
alunos do 6º ao 9º ano - grupo aberto ou com indicação dos professores -

Objetivos
Diagnosticar cada caso;
levar o aluno a trabalhar:
AUTOMOTIVAÇÃO
- AUTODISCIPLINA
- AUTOCONHECIMENTO;
- entender a diferença entre  VONTADE E NECESSIDADE:
EU QUERO ISSO?
EU PRECISO DISSO?
POR QUE DEVO FAZER OU NÃO FAZER TAL COISA?
QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DOS MEUS ATOS?

ESTRATÉGIAS

Trabalhar com textos motivadores, levando aluno a reconhecer o valor de cada área do conhecimento em cada contexto.
Por que estudar determinada disciplina? Onde aplicar o conhecimento adquirido? 
Fazer perguntas:
Por que  não vou bem numa prova ou não consigo executar alguma tarefa?
Por que não gosto de tal disciplina?
Por que não gosto de estudar?

PERGUNTAS IMPORTANTES
O quê?
Quem?
Por quê?
Quando?
Onde?
Como?
Para quem?
Em que contexto?

  • Textos trabalhados nas duas primeiras aulas do curso


Texto I
Valorize-se

“Tenha cuidado com o que você pensa, pois sua vida é dirigida pelos seus pensamentos”( Provérbios 4:23)
  Rei Salomão 


Texto II
Na carpintaria
Numa carpintaria, as ferramentas resolveram realizar uma assembleia para resolver suas diferenças e pôr tudo em pratos limpos.
O martelo assumiu a presidência. Entretanto, ele foi notificado que teria que renunciar porque fazia muito barulho. O martelo aceitou, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, porque ele dava muitas voltas para que servisse para alguma coisa. O parafuso acatou a decisão, mas exigiu que a lixa também saísse, pois era muito áspera e sempre causava atritos. Mas a condição para a lixa sair era que também fosse expulso o metro, pois ficava medindo todo mundo como se ele fosse perfeito!
Nisso chegou o carpinteiro e, utilizando o martelo, o metro, a lixa e o parafuso, finalmente transformou a madeira num lindo móvel.
Quando a carpintaria ficou completamente vazia, a reunião recomeçou. Foi então que o serrote pediu a palavra:
- Senhoras e senhores”, disse ele, parece que ficou demonstrado que todos nós temos defeitos, entretanto o carpinteiro, quando trabalha, utiliza as nossas qualidades. E é isso que nos faz valiosos. Assim, temos que deixar de lado os nossos pontos negativos e nos concentrar nos nossos pontos positivos”.
A assembleia então concluiu que o martelo era forte, que o parafuso unia e dava força, que a lixa aparava as arestas e o metro era preciso e exato.
Sentiram-se então uma equipe capaz! E todos ficaram felizes.

(Adaptado de autor desconhecido)


MÉTODOS DE ESTUDO


“Aquele que despreza o conhecimento é um tolo.”
A..F. Fuini

  Só se adquire hábito de estudo, estudando diariamente, fazendo as tarefas de casa todos os dias, com vontade, atenção e capricho.

 Como proceder:
a) em sala de aula

-   prestar atenção às aulas, pedindo esclarecimentos sempre que forem necessários;

-   ficar atento às perguntas dos colegas.

-   fazer anotações durante a aula;

-   esclarecer todas as dúvidas;

-   corrigir os exercícios, tanto de classe como de casa;

-   manter em dia a agenda.

 b) em casa:
 -   procurar um  local claro, arejado e tranquilo para estudar;

-    ter um horário estabelecido para realizar as tarefas;

 -   concentrar-se com a intenção de aprender e recordar; -     manter em ordem o material escolar;

 -    dividir o tempo de maneira a realizar as tarefas e revisar os assuntos trabalhados no dia;

 -    ler, com atenção, o enunciado dos exercícios, procurando respondê-los e, só depois, conferir suas respostas;

-     rever as tarefas antes de considerá-las prontas.

-     escrever corretamente, com ordem e capricho;

-      no caso de dúvidas, anotá-las, para esclarecê-las na próxima aula;

·       não deixar acumular conteúdos de uma disciplina, pois isso exigirá um esforço desnecessário, além de  ser cansativo e desanimador.

·       nunca deixar para estudar somente um dia antes da prova, pois essa sobrecarga poderá prejudicar o aprendizado;


·          esquematizar os conteúdos  que ouvir em sala e aqueles  que estudar ou pesquisar em casa;

domingo, 22 de junho de 2014

EMPREGO DO GERÚNDIO

Gerúndio ou Gerundismo?


GERÚNDIO

Definição
O gerúndio, UMA  DAS FORMAS NOMINAIS DO VERBO,  expressa uma ação verbal  que está em processo ou  ocorre simultaneamente ou, ainda, que remete a uma ideia de progressão.  Para formá-lo, usamos  desinência -ndo.  Exemplos: pensando;  querendo; refletindo.
Exemplos de emprego do  GERÚNDIO
Estou estudando para a prova de matemática.
Estamos fazendo a campanha do agasalho mais cedo este ano.
Ela vive brincando com meus sentimentos.

Por que o GERÚNDIO é chamado de forma nominal do verbo?
Porque ele pode vir empregado com valor de nomes( advérbio e adjetivo)
Exemplos:

Água fervendo ( gerúndio como adjetivo, caracterizando o substantivo água

Falar sorrindo ( gerúndio  como advérbio modificando o verbo falar)

GERUNDISMO
Muito se tem falado a respeito do GERUNDISMO, prática deselegante, principalmente no atendimento ao cliente. Sem falar na falta de compromisso que isso gera. Observe:

O atendente diz para o cliente:

1. " Vamos estar resolvendo o problema do seu aparelho de som e vamos estar entrando em contato com o senhor em X dias." 
Pode esquecer o conserto e comprar um aparelho novo.

2."  Vamos estar transferindo  sua ligação em instantes" 
Com o GERUNDISMO “ Em instantes”  se transforma em meses...

Veja a diferença quando reescrevemos as frases.
1    Vamos resolver  ou resolveremos o problema do seu aparelho de som e entraremos em contato em X dias." 
2    Vamos transferir  ou transferiremos sua ligação em instantes." 

Usar o GERÚNDIO de forma correta não é ”pecado”

O atendente até poderia dizer:
" Estamos resolvendo o seu problema.." 

Estamos transferindo sua  ligação.." 




quinta-feira, 12 de junho de 2014

AO INVÉS DE / EM VEZ DE




Ao invés de   e  Em vez de:
Qual a diferença?
Muitos confundem essas expressões porque  são parecidas no som e , às  vezes,  escrita.
É importante entender o significado de cada uma delas:
Ao invés de
A expressão significa o mesmo que o contrário de ou, ainda, o inverso de.
Ao invés de aceitar o cargo, preferiu recusá-lo.
Ao invés da mentira, prefiro a verdade, ainda que esta seja mais difícil de ouvir.
 Observe que os exemplos  indicam ideias de oposição: aceitar X recusar, mentira X verdade.
Em vez de
 Em vez de indica substituição, o mesmo que “no lugar de”. Exemplos:
Em vez de comer batatas fritas, optou por uma salada.
Preferiu ir de ônibus em vez de enfrentar o tão temido avião.

Observe que batatas fritas não é o oposto de salada, nem ônibus é o contrário de avião.

terça-feira, 10 de junho de 2014

IMAGEM - GRAMÁTICA

De acordo com a norma culta da língua portuguesa, há três erros nesta imagem. Vamos ver se você os descobre.





COMENTÁRIO AQUI

ERRO DE REGÊNCIA NOMINAL

ERRO DE REGÊNCIA NOMINAL E EMPREGO DA VÍRGULA

Reescritura: 

(...)tem certeza DE que os impostos são para saúde, educação, moradia e transporte?
Comentário:
REGÊNCIA NOMINAL:  certeza DE alguma coisa.
EMPREGO DA VÍRGULA: empregue a vírgula para separar elementos de mesma natureza, faltou vírgula no penúltimo item.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

PALAVRA POLISSÊMICA

Isto ocorre  devido à polissemia da linguagem :

Escola do futuro







LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Retrocesso
( Luis Fernando Veríssimo)
Leia atentamente e responda
“O visitante acompanhou, fascinado, uma aula como ela seria num futuro em que o computador tivesse substituído o professor”

Retrocesso
O visitante estranhou porque, quando o levaram para conhecer a sala de aula do futuro, não havia uma professora-robô, mas duas. A única diferença entre as duas era que uma era feita totalmente de plástico e fibra de vidro — fora, claro, a tela do seu visor e seus componentes eletrônicos —, e a outra era acolchoada. Uma falava com as crianças com sua voz metálica e mostrava figuras, números e cenas coloridas no seu visor, e a outra ficava quieta num canto. Uma comandava a sala, tinha resposta para tudo e centralizava toda a atenção dos alunos, que pareciam conviver muito bem com a sua presença dinâmica, a outra dava a impressão de estar esquecida ali, como uma experiência errada.
O visitante acompanhou, fascinado, uma aula como ela seria num futuro em que o computador tivesse substituído o professor. O entendimento entre a máquina e as crianças era perfeito. A máquina falava com clareza e estava programada de acordo com métodos pedagógicos cientificamente testados durante anos. Quando não entendiam qualquer coisa as crianças sabiam exatamente que botões apertar para que a professora-robô repetisse a lição ou, em rápidos segundos, a reformulasse, para melhor compreensão. (As crianças do futuro já nascerão sabendo que botões apertar.)
— Fantástico! — comentou o visitante.
— Não é? — concordou o técnico, sorrindo com satisfação.
Foi quando uma das crianças, errando o botão, prendeu o dedo no teclado da professora-robô. Nada grave. O teclado tinha sido cientificamente preparado para não oferecer qualquer risco aos dedos infantis. Mesmo assim, doeu, e a criança começou a chorar. Ao captar o som do choro nos seus sensores, a professora-robô desligou-se automaticamente. Exatamente ao mesmo tempo, o outro robô acendeu-se automaticamente. Dirigiu-se para a criança que chorava e a pegou no colo com os braços de imitação, embalando-a no seu colo acolchoado e dizendo palavras de carinho e conforto numa voz parecida com a do outro robô, só que bem menos metálica. Passada a crise, a criança, consolada e restabelecida, foi colocada no chão e retomou seu lugar entre as outras. A segunda professora-robô voltou para o seu canto e se desligou enquanto a primeira voltou à vida e à aula.
— Fantástico! — repetiu o visitante.
— Não é? — concordou o técnico, ainda mais satisfeito.
— Mas me diga uma coisa... — começou a dizer o visitante.
— Sim?
— Se entendi bem, o segundo robô só existe para fazer a parte mais, digamos, maternal do trabalho pedagógico, enquanto o primeiro faz a parte técnica.
— Exatamente.
— Não seria mais prático — sugeriu o visitante — reunir as duas funções num mesmo robô?
Imediatamente o visitante viu que tinha dito uma bobagem. O técnico sorriu com condescendência.
— Isso — explicou — seria um retrocesso.
— Por quê?
— Estaríamos de volta ao ser humano.
E o técnico sacudiu a cabeça, desanimado. Decididamente, o visitante não entendia de futuro.


Luís Fernando Veríssirno. In Nova Escola. São Paulo. Abril, out. 1990. p. 19. 

Explorando o texto:
Debate sobre
a) o Ensino hoje e no futuro;
b)o relacionamento professor/aluno;
c) métodos de estudo
d) a máquina será capaz de substituir o ser humano?

segunda-feira, 2 de junho de 2014

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO E GRAMÁTICA




Interpretação de texto e gramática
Leia o poema
Quando penso que uma palavra
Pode mudar tudo
Não fico mudo
Mudo
Quando penso que um passo
Descobre o mundo
Não paro o passo
Passo
E assim que passo e mudo
Um novo mundo nasce
Na palavra que penso
(Alice Ruiz)

1.    “Quando penso que uma palavra
Pode mudar tudo”
a)A palavra tudo é usada em sentido geral ou particular? Explique.
b) Explique a relação entre os versos da primeira estrofe do poema.
E assim que passo e mudo
Um novo mundo nasce
Na palavra que
penso
2, Classifique os  verbos da estrofe acima em transitivo e intransitivo e explique a diferença entre eles.


a.    Transitivo
b.    Intransitivo





3.Identifique e classifique  o sujeito dos verbos:
·         Passo
·         Mudo
·         Nasce
·         Penso
·         Descobre

4.    Nos versos
1.Não fico mudo
2.Mudo
Qual a classe gramatical da palavra mudo em cada verso?
1-
2-

5.    No poema há uma locução verbal. Retire-a.


6.    Nos versos:
1.Não paro o passo
2.Passo
Qual a classe gramatical da palavra passo em cada verso?
1.     
2.     

7.    Releia os versos e responda:
E assim que passo e mudo
Um novo mundo nasce
Na palavra que penso
a)    Por que nasce um novo mundo?


b)    Onde nasce um novo mundo?