sexta-feira, 28 de agosto de 2015

PROVÉRBIOS PARA OS AMANTES DO VERNÁCULO



PROVÉRBIOS PARA OS AMANTES DO VERNÁCULO

Expõe-me com quem deambulas e a tua idiossincrasia augurarei.

Espécime avícola na cavidade metacárpica, supera os congêneres revolteando em duplicado.

Ausência de percepção ocular, insensibiliza órgão cardial.

Equídeo objecto de dádiva, não é passível de observação odontológica.

O globo ocular do proprietário torna obesos os bovinos.

Idêntico ascendente, idêntico descendente.

Descendente de espécime piscícola sabe locomover-se em líquido inorgânico.

 Pequena leguminosa seca após pequena leguminosa seca atesta a capacidade de ingestão de espécie avícola.

 Tem o monarca no baixo ventre

 Quem movimenta os músculos supra faciais mais longe do primeiro, movimenta-os substancialmente em condições excepcionais.

 Quem aguarda durante muito tempo, atinge o estado de exaustão.

Cesse deste diálogo para acalentar bovinos.

(Alguns provérbios foram modificados)


Para vossa pessoa que não entendeis os adágios TRADUÇÃO

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Atividade - grupo de estudos


A LEBRE E A TARTARUGA
Era uma vez... Uma lebre e uma tartaruga.
A lebre vivia caçoando da lentidão da tartaruga. Certa vez, a tartaruga, já muito cansada por ser alvo de gozações, desafiou a lebre para uma corrida.
A lebre, muito segura de si, aceitou prontamente. Não perdendo tempo, a tartaruga pôs-se a caminhar, com seus passinhos lentos, porém firmes.
Logo a lebre ultrapassou a adversária e, vendo que ganharia fácil, parou e resolveu cochilar.Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr.
Já na reta final, viu finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada, toda sorridente.
Moral da história: Devagar se vai longe!

Explique o emprego do artigo na linha 1 e na 2.
Leia novamente o texto , retire 3 pronomes  e classifique-os.
_________________________________________________________________________________Dada a frase: “Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr.” Responda;
Os dois as grifados pertencem à mesma classe gramatical? Justifique.
_________________________________________________________________________________Classifique os verbos da frase  de acordo com o tempo e o modo.“Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr.”

Acordou
Viu  
Começou
Correr 

4. Dada a frase:

“Já na reta final, viu finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada, toda sorridente.”, responda:
As palavras grifadas pertencem à mesma classe gramatical? Explique.

“Sua adversária” se refere a quem no texto?


5. Encontre três advérbios no texto e indique sua circunstância.


6. Encontre três adjetivos no texto e indique  os substantivos  aos quais  os adjetivos  se referem.

7. Sabemos que a história da Lebre e a Tartaruga é uma fábula, mas se comparamos as duas com as pessoas, que tipo de pessoa a lebre e a tartaruga representam? Explique

8. Que outra moral você daria ao texto?


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

POLISSEMIA



O problema é a interpretação
Questão I
            ― Doutor ― fala a mulher pelo telefone ― aconteceu uma coisa gravíssima.
            ― O que foi, minha senhora? ― perguntou o médico.
            ― Meu marido enlouqueceu!!
            ― Não me diga, minha senhora. Como foi isso?
            ― Ele cismou que é um cavalo de corrida, doutor.
            ― Isso é muito grave, minha senhora. Venha correndo com ele para o consultório.
            ― Num instante, doutor. É só o tempo de pôr a sela.

  1. Qual foi a intenção do médico ao pedir que a senhora fosse correndo com o marido para o consultório?
  2. Como a mulher entendeu o pedido do médico?
  3. Qual palavra no texto é responsável pelo efeito cômico?

Questão 2
      O filho do alfaiate chega para o pai no fundo da loja e fala com ele:
      ― Pai, tem um freguês aí que quer comprar aquele terno de listrinhas marrons. Ele quer saber se, depois de lavado, o pano encolhe ou não.
      ― Ele já experimentou o terno?
      ― Já,  
      ― Ficou largo ou apertado?
      ― Largo.
     ― Então diz que encolhe

 Explique a resposta final  do pai ao filho.


sábado, 8 de agosto de 2015

PARTICÍPIO ABUNDANTE


Verbos abundantes


Verbos abundantes
Chamamos VERBOS ABUNDANTES aqueles que possuem mais de uma forma no particípio.
Particípio regular terminado em –ado ( cantado, falado. Entregado) ou –ido( enchido, partido)
Particípio irregular empregado nas forma (pago, entregue, aceso, morto, eleito
Exemplo:
Pago/pagado
Entregue/entregado
Aceso /acendido
Morto/ matado/
Elegido/ eleito
De acordo com a norma culta da língua portuguesa, quando usamos os verbos auxiliares (TER OU HAVER) usamos o particípio regular

Exemplo:

Chamamos VERBOS ABUNDANTES aqueles que possuem mais de uma forma no particípio.
Particípio regular terminado em –ado ( cantado, falado. Entregado) ou –ido( enchido, partido)
Particípio irregular empregado nas forma (pago, entregue, aceso, morto, eleito

De acordo com a norma culta da língua portuguesa, quando usamos os verbos auxiliares (TER OU HAVER) usamos o particípio regular.Exemplo:
Se eu tivesse PAGADO  a conta em dia, não pagaria juros.

Com o auxiliar SER, usamos o particípio irregular. Exemplo;
A conta foi PAGA/ o boleto foi PAGO em dia.

Outros exemplos:
-  acendido/ aceso ( Se eu tivesse acendido a luz)
                           ( A luz foi acesa. O abajur foi aceso)
            
- elegido/ eleito     ( Se eu não tivesse elegido aquele deputado...)
                         ( O deputado foi eleito pela maioria dos estudantes)
- matado/ morto    ( Se eu não tivesse matado aquele infeliz, não estaria preso agora)
                          ( O assaltante foi morto pelo policial)

- entregado/ entregue ( Se ele tivesse entregado o lanche pontualmente, eu não ficaria irritada)
                                ( O lanche foi entregue rapidamente.)


observação:
O verbo CHEGAR não possui particípio irregular( chego)

Diga sempre:
Se eu tivesse chegado a tempo, poderia ter evitado o acidente.


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

RELAÇÃO ENTRE OS TEXTOS




Leitura e interpretação de textos
Texto 1

O bobo
         Houve um tempo em que reis e nobres tinham para seu gáudio um bobo ou truão. O papel que exercia era o de contar pilhéria ou outras historietas cômicas, a fim de divertir os seus amos.
Muitos desses bobos, porém, eram dotados de um espírito aguçado e, não raras vezes, davam reposta que deixavam aturdidos os seus interlocutores.
            Conta-se, por exemplo, a história de um soberano da Saxônia que, querendo se divertir com seu bobo, convidou-o um dia a tomar parte num banquete real. Chamou os seus copeiros e lhes ordenou que não pusessem nenhuma colher no lugar destinado ao bobo.
             Ao ser servida a sopa, o rei, em voz alta, disse:
 ¾ Fiquem todos sabendo que é um grande asno aquele que não tomar a sopa. O bobo verificou que não lhe haviam colocado a colher. Não se perturbou. Tomando o canto de um pão, cavou todo o miolo, espetando-o em seguida a um garfo. Com a colher assim improvisada tomou calmamente a sopa diante da estupefação geral.
             Depois, levantando-se e, em voz alta, dirigiu-se aos comensais dizendo:
¾  Fiquem agora sabendo que é um grande imbecil e asno todo aquele não comer a sua colher como eu estou fazendo e, dizendo isso, foi comendo o pão que lhe servira de colher.

Reinaldo Rodrigues. Histórias que o povo conta.                                                                                                                                                                    Rio de janeiro, Access, 1988

Texto 2
O idiota e a moeda
 Arnaldo Jabor

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.

Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 réis e outra menor de 2.000 réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

- Eu sei, respondeu o tolo. "Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda”.

 '' A maior satisfação dos homens inteligentes é bancar o tolo perto de tolos que tentam bancar os inteligentes''

Questões
Qual o tema comum entre os textos.
Relacione os textos e justifique sua resposta.

Como cada personagem reage à crítica feita a eles?

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Importância do substantivo

Veja o que acontece quando não se dá importância ao substantivo. Sem falar na ausência do acento no "que"


quarta-feira, 24 de junho de 2015

UM APÓLOGO





Leitura e interpretação de texto 9o. ano

UM APÓLOGO

Machado de Assis
ERA UMA VEZ uma agulha, que disse a um novelo de linha:— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
—Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.— Mas por quê?
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando ...
Também. os batedores vão adiante do imperador.
— Você imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto ...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plíc-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo, o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
        Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:
    — Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: — Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
[Machado de Assis, J.M. "Várias Histórias" in Obra Completa, vol II, Rio de Janeiro: Aguillar, 1962, p.554- 556]
Questões de interpretação de  texto
1.As personagens do texto são:
a)pessoas               b) animais              c) objetos               d) objetos e pessoas.

2. O texto narra uma série de preparativos para um evento. Esse evento se realiza na residência de quem:
a) de uma baronesa           b) de uma duquesa           c) de  uma condessa          d) de uma marquesa

3.Assinale a melhor alternativa que caracteriza a atitude do Alfinete.
a)Foi solidário com a agulha, consolando - a.
b) Também serviu de Agulha para muita linha ordinária.
c) Não se envolveu na história
d) Apoiou a Linha.

4.De acordo com o texto:
a) O trabalho da Linha foi mais importante do que o da Agulha..
b)Tanto a atitude da Agulha quanto como a  do Alfinete foram corretas.
c)Apenas a Linha foi ao baile no corpo da baronesa.
d)Apenas a Agulha foi ao baile no corpo da baronesa.

5.Quem disse a frase: “Importe-se com sua vida e deixe  a dos  outros”
O Alfinete      b) O professor de melancolia                  c) a Agulha    d) A Linha
Gramática:
1. N a frase; “Porque lhe digo que está com um ar insuportável”
O pronome lhe se refere a quem?
a)à Agulha               b) à Linha     c) Ao professor de melancolia                 d) Ao Alfinete.

2.Qual é o adjetivo que caracteriza o Alfinete?
a)malvado              b) fofoqueiro                   c) experiente           d) atrevido

3. “Veio a noite do baile”
O sujeito da oração acima é:
a)baile         b) noite                 c) sujeito indeterminado             d) sujeito oculto.

4.A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho
A palavra em destaque na frase acima indica:
a)que a baronesa era muito elegante
b)uma parte da peça de roupa da costureira
c)uma parte da peça de roupa da baronesa
d)um recipiente onde a costureira guardava seus pertences.

5. Qual adjetivo o Alfinete usou para se referir à Agulha?
a)    Orgulhosa                  b) tola                    c) trabalhadeira                 d) esperta

6. “A linha não respondia nada; ia andando”
Se passarmos os verbos destacados na frase acima para o pretérito perfeito do indicativo, teremos:
a)    Respondeu, foi    b) responderia, iria             c) responde, vai      d) responderá, ir

7. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Passe para o plural os termos destacados.

Redação:
1.Considerando que Apólogo é um gênero narrativo em que as personagens são objetos representando pessoas, escreva um parágrafo para cada personagem( Linha, Agulha, Alfinete) e diga o que você acha do comportamento dessas personagens.
2. Você concorda ou não com esse comportamento? Por quê?


3. Se você fosse mudar alguma coisa nos personagens, o que mudaria?

COMUNICAÇÃO

Leitura e interpretação de texto

COMUNICAÇÃO
Luís Fernando Veríssimo

É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?
- Posso ajudá-lo, cavalheiro?
- Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...
- Pois não?
- Um... como é mesmo o nome?- Sim?
- Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.
- Sim senhor.
- O senhor vai dar risada quando souber.
- Sim senhor.
- Olha, é pontuda, certo?
- O quê, cavalheiro?
- Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?
- Infelizmente, cavalheiro...
- Ora, você sabe do que eu estou falando.
- Estou me esforçando, mas...
- Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?
- Se o senhor diz, cavalheiro.
- Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero.
- Sim senhor. Pontudo numa ponta.
- Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?
- Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o senhor desenha para nós?
- Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé. Sou uma negação em desenho.
- Sinto muito.
- Não precisa sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida. Não sou um débil mental. Não sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio. Mas fora isso, tudo bem. O desenho não me faz falta. Lido com números. Tenho algum problema com os números mais complicados, claro. O oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil mental, como você está pensando.
- Eu não estou pensando nada, cavalheiro.
- Chame o gerente.
- Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo. Essa coisa que o senhor quer, é feito do quê?
- É de, sei lá. De metal.
- Muito bem. De metal. Ela se move?
- Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim.
- Tem mais de uma peça? Já vem montado?
- É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço.
- Francamente...
- Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, outra volta e clique, encaixa.
- Ah, tem clique. É elétrico.
- Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar.
- Já sei!
- Ótimo!
- O senhor quer uma antena externa de televisão.
- Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo...
- Tentemos por outro lado. Para o que serve?
- Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa.
- Certo. Esse instrumentos que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete de segurança e...
- Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!
- Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!
- É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome?

 INTERPRETAÇÃO TEXTUAL
1) Esse texto mostra o diálogo entre duas personagens:

a) Quem são as personagens? 

b) Onde as personagens estão?

2) O narrador da história também é personagem? 

3) O homem enfrenta dificuldades para comprar o que quer.

a) Por que ele não consegue comprar o que deseja? 

b) Podemos afirmar que o vendedor  está se esforçando para entender o homem? Por quê?

c) Como é o objeto que o homem quer comprar?

d) Finalmente, qual é o objeto a ser comprado?


ATIVIDADES GRAMATICAIS
1­) DÊ A CLASSE GRAMATICAL DAS PALAVRAS GRIFADAS NAS FASES ABAIXO

a)   “É importante saber nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?”
b)  “Se o senhor diz, cavalheiro.”

2. No texto predomina que tempo verbal?  Retire 3 orações que justifiquem sua resposta.

3. Que efeito de sentido produz esse tempo verbal?

4.O texto enfatiza a importância de uma classe gramatical. Qual? Por quê?

5.) Leia, com atenção, as seguintes frases:
a) “E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio.”
b) “Lido com números.”
c) “É que eu sou meio expansivo.”
 De acordo com a sequência, por qual grupo de palavras podemos substituir as palavras destacadas? Assinale uma das alternativas:
a) coisa  -  trabalho  -  exagerado        
                  
b) descarga elétrica  -  sofro  -  esquecido     
                   
c) luz intensa  -  esforço-me  -  comunicativo

PREDICADO VERBAL


PREDICADO VERBAL

Temos PREDICADO VERBAL quando o VERBO indica AÇÃO e é o núcleo do predicado.
O PREDICADO VERBAL ocorre com:

a)  verbos INTRANSITIVOS ( que podem vir ou não com adjunto adverbial)
A criança BRINCA.
A criança BRINCA no parque.( adjunto adverbial de lugar)

O professor TRABALHA.
O professor TRABALHA incansavelmente.( adjunto adverbial de modo)

b) verbos TRANSITIVOS( exigem complemento verbal)

O governo não PAGOU a dívida externa.

A criança NECESSITA de limites.






segunda-feira, 22 de junho de 2015

PREDICADO NOMINAL- VERBO DE LIGAÇÃO




 Predicado Nominal - o núcleo do  predicado é o termo que caracteriza o Sujeito.
Chama-se PREDICADO NOMINAL porque o núcleo do predicado é um NOME, uma palavra que caracteriza o sujeito. Nesse caso, o VERBO apenas liga uma característica ao sujeito, por isso é chamado de VERBO DE LIGAÇÃO(VL)

1. O professor estava feliz.
       sujeito                      predicado

 Note que FELIZ(adjetivo)é a palavra mais importante do predicado, por isso é o seu núcleo.

Observação:
1. Quando o predicado é nominal, o núcleo nunca é um verbo.
2. Não só o adjetivo, mas também outras classes gramaticais podem   funcionar como NÚCLEO do predicado( predicativo do sujeito)
Exemplos:

1.Você é tudo,
                         pronome indefinido
2. Maria era uma beleza.
                            substantivo
3.Eu sou você amanhã.
            pronome pessoal   
4. Ele não é dois.
                    numeral