sábado, 19 de novembro de 2016

Pense nisto

Pense nisto:

Falar muito nem sempre
É falar demais
 Mais é mais
Mas é porém
Mau não é bom
Mal não é bem
Às vezes não são as vezes           
Assim como à francesa não é a francesa
E bater à porte mais suave do que
Bater a porta...


Remorso






De uma profundidade ímpar, este soneto de Bilac nos faz pensar nas oportunidades que deixamos passar; nas decisões que poderíamos ter tomado, mas não fizemos nada... Covardia? Cuidado? Medo das consequências? não sei...

Remorso

Às vezes, uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando.
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.

Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!

Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude,

Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Acento obrigatório

Acentuação gráfica
Questão comentada
1- Assinale a alternativa cuja palavra é obrigatoriamente acentuada:
a) duvida
b) fabrica
c) musica
d) termino
Resposta aqui

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Um grão de mostarda





Um grão de mostarda para expulsar a tristeza


Uma antiga lenda chinesa fala de uma mulher cujo filho único morreu. Em sua dor, ela aproximou-se de um mestre e disse: ' De que orações ou de que encantamentos mágicos dispões para trazeres de volta a vida do meu filho?'
Em vez de mandá-la embora ou argumentar com ela, ele lhe disse: “ Traga-me um grão de mostarda de um lar que jamais conheceu a tristeza. Nós o usaremos para expulsá-la de sua vida”.
A mulher partiu de imediato em busca do grão mágico de mostarda. Primeiro, dirigiu-se a uma esplêndida mansão, bateu à porta e falou: “ Estou procurando uma casa que nunca conheceu a tristeza. Esta casa é uma delas? É muito importante para mim!
'Responderam-lhe:
- Vieste ao lugar errado. E começaram a descrever-lhe os acontecimentos trágicos que recentemente pelos quais haviam passado. A mulher pensou consigo mesma: quem é capaz de ajudar esses infelizes melhor do que eu, que tive minhas próprias desgraças? E demorou-se algum tempo confortando-os.
Em seguida, prosseguiu em sua busca. Porém,  em todos os lugares, nas choupanas ou nos palácios, ela só encontrava histórias de tristeza e desgraças. Ao final, ela se envolveu tanto em amenizar a dor das outras pessoas que esqueceu a busca da semente de mostarda, não percebendo que acabara por expulsar a tristeza de sua vida e da vida da maioria das pessoas.

 Texto adaptado de algumas versões que circulam pela internet.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

letra Z - som Z substantivos derivados de adjetivos

Dicas de ortografia

Letra Z - som Z
Substantivos com som de Z  derivados de adjetivos escrevem-se com Z
Exemplo:
O substantivo BELEZA é derivado do adjetivo BELO.
 Para facilitar a memorização, vamos usar o seguinte recurso:

Adjetivo > substantivo derivado

belo               beleza
rico                riqueza
grande           grandeza
pobre             pobreza
esperto          esperteza
limpo            limpeza
mole             moleza
duro              dureza
estúpido        estupidez




sábado, 17 de setembro de 2016

Mal / mau





Dicas de ortografiaMal com L contrário de bem / mau com U contrário de bomficar de mal / ficar de bemmau humor / bom humor

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

ACENTO DIFERENCIAL

Apesar de entendidas pelo contexto, algumas palavras devem ser acentuadas de acordo com sua classe gramatical.

Alguns exemplos:
fábrica( substantivo) fabrica( verbo)

dúvida( substantivo)  duvida ( verbo)

público( substantivo) publico( verbo)

exército( substantivo) exercito( verbo)

médico( substantivo) medico( verbo)

dígito ( substantivo) digito( verbo)

término ( substantivo) termino ( verbo)


sábia ( adjetivo) sabia ( verbo)



domingo, 4 de setembro de 2016

Soneto da Fidelidade - paráfrase




INTERTEXTUALIDADE
 - Paráfrase
Lendo o poema abaixo,você pode notar que ele apresenta semelhançcas com o soneto de Vinícios de Moraes.
Observe que algumas palavras foram mudadas, porém o texto reafirma o tema( dedicação)

Soneto da lealdade

De tudo ao meu Jesus serei grata
Antes e com tal zelo e sempre e tanto
Que mesmo em face da maior dificuldade
A ele seja sempre minha lealdade.

Quero vivê-Lo em cada eterno momento
E em seu louvor hei de espalhar minha oração
E rir meu riso e suplicar em pranto
Diante da cruz trago meu lamento

E assim, quando no final me procurar
Quem sabe a morte, prêmio dos fiéis
Quem sabe a redenção, promessa feita

Eu possa dizer da minha vida terrena
Que seja imortal, posto que é espírito
Que seja infinito em glória plena.

Antonia Fátima Fuini

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Provérbios para os amantes do vernáculo

Provérbios para amantes do vernáculo

1. Expõe-me com quem deambulas e a tua idiossincrasia augurarei.


2. Espécime avícola na cavidade metacárpica, supera os congêneres revolteando em duplicado.


3. Ausência de percepção ocular, insensibiliza órgão cardial.


4. Equídeo objeto de dádiva, não é passível de observação odontológica.


5. O globo ocular do proprietário torna obesos os bovinos.


6. Idêntico ascendente, idêntico descendente.


7. Descendente de espécime piscícola sabe locomover-se em líquido inorgânico.


8. Pequena leguminosa seca após pequena leguminosa seca atesta a capacidade de ingestão de espécie avícola.


9. o monarca no baixo ventre


10. Quem movimenta os músculos supra faciais mais longe do primeiro, movimenta-os substancialmente em condições excepcionais.


11. Quem aguarda longamente, atinge o estado de exaustão.

Autor desconhecido ( título adaptado0

Significado na linguagem coloquial

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O menininho




 É lamentável que ainda haja profissionais procedendo como a professora da rosa vermelha com caule verde.


O menininho

        Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com uma escola bastante grande. Quando o menininho descobriu que podia ir à sua sala caminhando pela porta da rua, ficou feliz. A escola não parecia tão grande quanto antes.
        Uma manhã a professora disse:
        “Hoje vamos fazer um desenho.”
        ‘” Que bom!”. Pensou o menininho. Ele gostava de desenhar. Leões, tigres, galinhas, trens e barcos... Pegou a caixa de lápis de cor e começou a desenhar. A professora então disse:
        “Esperem, ainda não é hora de começar!” Ela esperou até que todos estivessem prontos.
        “Agora”, disse a professora, “nós iremos dese
        “Hoje vamos fazer alguma coisa em barro”.
        “Que bom”, pensou o menininho. Ele gostava de trabalhar com barro. Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a ajuntar e amassar a sua bola de barro. Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar sua bola de barro. Então a professora disse:
        “Esperem, não é hora de começar!” ela esperou até que todos ficarem prontos.
        “Agora”, disse a professora, “nós iremos fazer um prato.”
        “Que bom”, pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. A professora disse:
        “Esperem. Vou mostrar como se faz. Assim, agora vocês podem começar”.E o prato era bem fundo.
        O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o seu próprio prato e gostou mais do seu, mas ele não podia dizer isso. Amassou o barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo, igual ao da professora.
        E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a fazer as coisas exatamente igual a professora e já não fazia as coisas por si próprio.
        Então aconteceu que o menininho teve que mudar de escola. Esta escola era ainda maior que a primeira. Ele tinha que subir grandes escadas até a sua sala.
        Um dia a professora disse:
        “Hoje nós vamos fazer um desenho.”
        “Que bom!”, pensou o menininho enquanto esperava que a professora dissesse o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala. Quando veio até o menininho, disse:
        ― Você não quer desenhar?
        ― Sim, e o que é que nós vamos fazer?
        ― Não sei, até que você o faça.
        ― Como eu posso fazê-lo?
        ― Da maneira que você gostar.
        ― E de que cor?
        ―Se todo mundo fizer sempre o mesmo desenho e usar sempre as mesmas cores, como eu posso saber qual é o desenho de cada um?
        ―  Eu não sei!
E começou a desenhar uma flor vermelha de caule verde.

                                                                       Helen E. Buckley.