segunda-feira, 26 de setembro de 2016

letra Z - som Z substantivos derivados de adjetivos

Dicas de ortografia

Letra Z - som Z
Substantivos com som de Z  derivados de adjetivos escrevem-se com Z
Exemplo:
O substantivo BELEZA é derivado do adjetivo BELO.
 Para facilitar a memorização, vamos usar o seguinte recurso:

Adjetivo > substantivo derivado

belo               beleza
rico                riqueza
grande           grandeza
pobre             pobreza
esperto          esperteza
limpo            limpeza
mole             moleza
duro              dureza
estúpido        estupidez




sábado, 17 de setembro de 2016

Mal / mau





Dicas de ortografiaMal com L contrário de bem / mau com U contrário de bomficar de mal / ficar de bemmau humor / bom humor

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

ACENTO DIFERENCIAL

Apesar de entendidas pelo contexto, algumas palavras devem ser acentuadas de acordo com sua classe gramatical.

Alguns exemplos:
fábrica( substantivo) fabrica( verbo)

dúvida( substantivo)  duvida ( verbo)

público( substantivo) publico( verbo)

exército( substantivo) exercito( verbo)

médico( substantivo) medico( verbo)

dígito ( substantivo) digito( verbo)

término ( substantivo) termino ( verbo)


sábia ( adjetivo) sabia ( verbo)



domingo, 4 de setembro de 2016

Soneto da Fidelidade - paráfrase




INTERTEXTUALIDADE
 - Paráfrase
Lendo o poema abaixo,você pode notar que ele apresenta semelhançcas com o soneto de Vinícios de Moraes.
Observe que algumas palavras foram mudadas, porém o texto reafirma o tema( dedicação)

Soneto da lealdade

De tudo ao meu Jesus serei grata
Antes e com tal zelo e sempre e tanto
Que mesmo em face da maior dificuldade
A ele seja sempre minha lealdade.

Quero vivê-Lo em cada eterno momento
E em seu louvor hei de espalhar minha oração
E rir meu riso e suplicar em pranto
Diante da cruz trago meu lamento

E assim, quando no final me procurar
Quem sabe a morte, prêmio dos fiéis
Quem sabe a redenção, promessa feita

Eu possa dizer da minha vida terrena
Que seja imortal, posto que é espírito
Que seja infinito em glória plena.

Antonia Fátima Fuini

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Provérbios para os amantes do vernáculo

Provérbios para amantes do vernáculo

1. Expõe-me com quem deambulas e a tua idiossincrasia augurarei.


2. Espécime avícola na cavidade metacárpica, supera os congêneres revolteando em duplicado.


3. Ausência de percepção ocular, insensibiliza órgão cardial.


4. Equídeo objeto de dádiva, não é passível de observação odontológica.


5. O globo ocular do proprietário torna obesos os bovinos.


6. Idêntico ascendente, idêntico descendente.


7. Descendente de espécime piscícola sabe locomover-se em líquido inorgânico.


8. Pequena leguminosa seca após pequena leguminosa seca atesta a capacidade de ingestão de espécie avícola.


9. o monarca no baixo ventre


10. Quem movimenta os músculos supra faciais mais longe do primeiro, movimenta-os substancialmente em condições excepcionais.


11. Quem aguarda longamente, atinge o estado de exaustão.

Autor desconhecido ( título adaptado0

Significado na linguagem coloquial

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O menininho




 É lamentável que em muitas escolas há profissionais que procedem como a professora da rosa vermelha com caule verde.O menininho
        Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com uma escola bastante grande. Quando o menininho descobriu que podia ir à sua sala caminhando pela porta da rua, ficou feliz. A escola não parecia tão grande quanto antes.
        Uma manhã a professora disse:
        “Hoje vamos fazer um desenho.”
        ‘” Que bom!”. Pensou o menininho. Ele gostava de desenhar. Leões, tigres, galinhas, trens e barcos... Pegou a caixa de lápis de cor e começou a desenhar. A professora então disse:
        “Esperem, ainda não é hora de começar!” Ela esperou até que todos estivessem prontos.
        “Agora”, disse a professora, “nós iremos dese
        “Hoje vamos fazer alguma coisa em barro”.
        “Que bom”, pensou o menininho. Ele gostava de trabalhar com barro. Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a ajuntar e amassar a sua bola de barro. Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar sua bola de barro. Então a professora disse:
        “Esperem, não é hora de começar!” ela esperou até que todos ficarem prontos.
        “Agora”, disse a professora, “nós iremos fazer um prato.”
        “Que bom”, pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. A professora disse:
        “Esperem. Vou mostrar como se faz. Assim, agora vocês podem começar”.E o prato era bem fundo.
        O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o seu próprio prato e gostou mais do seu, mas ele não podia dizer isso. Amassou o barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo, igual ao da professora.
        E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a fazer as coisas exatamente igual a professora e já não fazia as coisas por si próprio.
        Então aconteceu que o menininho teve que mudar de escola. Esta escola era ainda maior que a primeira. Ele tinha que subir grandes escadas até a sua sala.
        Um dia a professora disse:
        “Hoje nós vamos fazer um desenho.”
        “Que bom!”, pensou o menininho enquanto esperava que a professora dissesse o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala. Quando veio até o menininho, disse:
        ― Você não quer desenhar?
        ― Sim, e o que é que nós vamos fazer?
        ― Não sei, até que você o faça.
        ― Como eu posso fazê-lo?
        ― Da maneira que você gostar.
        ― E de que cor?
        ―Se todo mundo fizer sempre o mesmo desenho e usar sempre as mesmas cores, como eu posso saber qual é o desenho de cada um?
        ―  Eu não sei!
E começou a desenhar uma flor vermelha de caule verde.

                                                                       Helen E. Buckley.

Afiando o machado




o machado...

Pedro, um lenhador, após um grande trabalho em uma área de desmatamento, se viu desempregado. Após tanto tempo cortando árvores, entrou no corte! A madeireira precisou reduzir custos...
Saiu, então, à procura de nova oportunidade de trabalho. Seu tipo físico, porém, muito franzino, fugia completamente do biotipo de um lenhador. Além disso, o machado que carregava era desproporcional ao seu tamanho. Aqueles que conheciam Pedro, entretanto, julgavam-no um ótimo profissional.
Em suas andanças, Pedro chegou a uma área reflorestada que estava começando a ser desmatada. Apresentou-se ao capataz da madeireira como um lenhador experiente. E ele o era! O capataz, após um breve olhar ao tipo miúdo do Pedro e, com aquele semblante de selecionador implacável, foi dizendo que precisava de pessoas capazes de derrubar grandes árvores, e não de "catadores de gravetos".
Pedro, necessitando do emprego, insistiu. Pediu que lhe fosse dada uma oportunidade para demonstrar sua capacidade. Afinal, ele era um profissional experiente! Com relutância, o capataz resolveu levar Pedro à área de desmatamento. E só fez isso pensando que Pedro fosse servir de chacota aos demais lenhadores. Afinal, ele era um fracote...
Sob os olhares dos demais lenhadores, Pedro se postou frente a uma árvore de grande porte e, com o grito de "madeira", deu uma machadada tão violenta que a árvore caiu logo no primeiro golpe. Todos ficaram atônitos!
Como era possível tão grande habilidade e que força descomunal era essa, que conseguira derrubar aquela grande árvore numa só machadada? Logicamente, Pedro foi admitido na madeireira. Seu trabalho era elogiado por todos, principalmente pelo patrão, que via em Pedro uma fonte adicional de receita.
O tempo foi passando e, gradativamente, Pedro foi reduzindo a quantidade de árvores que derrubava. O fato era incompreensível, uma vez que ele estava se esforçando cada vez mais.
Um dia, Pedro se nivelou aos demais. Dias depois, encontrava-se entre os lenhadores que menos produziam... O capataz que, apesar da sua rudeza, era um homem vivido, chamou-o e o questionou sobre o que estava ocorrendo. "Não sei", respondeu Pedro, "nunca me esforcei tanto e, apesar disso, minha produção está decaindo".
O capataz pediu, então, que Pedro lhe mostrasse o seu machado. Quando o recebeu, notando que ele estava cheio de "dentes" e sem o "fio de corte", perguntou ao lenhador: "Por que você não afiou o machado?".
Pedro, surpreso, respondeu que estava trabalhando muito e por isso não tinha tido tempo de afiar a sua ferramenta de trabalho. O capataz ordenou que o trabalhador ficasse no acampamento e amolasse seu machado. Só depois disso ele poderia voltar ao trabalho. Pedro fez o que lhe foi mandado.
Quando retornou à floresta, percebeu que tinha voltado à forma antiga conseguia derrubar as árvores com uma só machadada.
A lição que Pedro recebeu cai como uma luva sobre muitos de nós, preocupados em executar nosso trabalho ou, pior ainda, julgando que já sabemos tudo o que é preciso, deixamos de "amolar o nosso machado", ou seja, deixamos de atualizar nossos conhecimentos.
Sem saber o motivo, vamos perdendo posições em nossas empresas ou nos deixando superar pelos outros. Em outras palavras, perdemos a nossa potencialidade.
Muitos avaliam a experiência que possuem pelos anos em que se dedicam àquilo que fazem. Se isso fosse verdade, aquele funcionário que aprendeu, em 15 minutos, a carimbar os documentos que lhe chegam às mãos, depois de 10 anos na mesma atividade poderia dizer que tem 10 anos de experiência. Na realidade, tem 15 minutos de experiência repetida durante dez anos.
A experiência não é a repetição monótona do mesmo trabalho, e sim a busca incessante de novas soluções, tendo coragem de correr riscos que possam surgir. É preciso "gastar tempo" para afiar o nosso machado.

Autor desconhecido( com adaptações)

sábado, 6 de agosto de 2016

Crase e acentuação

Todo texto deve ser revisado antes de publicado. Observe:




Às vezes, indicando tempo, leva o acento indicador da crese no A.
Você deve ser acentuada porque é oxítona terminada em E.

A Carolina





A CAROLINA

Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.

Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs um mundo inteiro.

Trago-te flores, - restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.

Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.
Machado de Assis Poesias de Machado de Assis.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Via Láctea


A natureza é perfeita em todo seu esplendor, principalmente em relação à beleza do universo, obra do criador. Um céu estrelado é um tapete luminoso, um convite à contemplação.



VIA LÁCTEA  (OLAVO BILAC)

Via Láctea 
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".
Olavo Bilac