quinta-feira, 16 de julho de 2015

Importância do substantivo

Veja o que acontece quando não se dá importância ao substantivo. Sem falar na ausência do acento no "que"


quarta-feira, 24 de junho de 2015

UM APÓLOGO





Leitura e interpretação de texto 9o. ano

UM APÓLOGO

Machado de Assis
ERA UMA VEZ uma agulha, que disse a um novelo de linha:— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
—Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.— Mas por quê?
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando ...
Também. os batedores vão adiante do imperador.
— Você imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto ...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plíc-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo, o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
        Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:
    — Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: — Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
[Machado de Assis, J.M. "Várias Histórias" in Obra Completa, vol II, Rio de Janeiro: Aguillar, 1962, p.554- 556]
Questões de interpretação de  texto
1.As personagens do texto são:
a)pessoas               b) animais              c) objetos               d) objetos e pessoas.

2. O texto narra uma série de preparativos para um evento. Esse evento se realiza na residência de quem:
a) de uma baronesa           b) de uma duquesa           c) de  uma condessa          d) de uma marquesa

3.Assinale a melhor alternativa que caracteriza a atitude do Alfinete.
a)Foi solidário com a agulha, consolando - a.
b) Também serviu de Agulha para muita linha ordinária.
c) Não se envolveu na história
d) Apoiou a Linha.

4.De acordo com o texto:
a) O trabalho da Linha foi mais importante do que o da Agulha..
b)Tanto a atitude da Agulha quanto como a  do Alfinete foram corretas.
c)Apenas a Linha foi ao baile no corpo da baronesa.
d)Apenas a Agulha foi ao baile no corpo da baronesa.

5.Quem disse a frase: “Importe-se com sua vida e deixe  a dos  outros”
O Alfinete      b) O professor de melancolia                  c) a Agulha    d) A Linha
Gramática:
1. N a frase; “Porque lhe digo que está com um ar insuportável”
O pronome lhe se refere a quem?
a)à Agulha               b) à Linha     c) Ao professor de melancolia                 d) Ao Alfinete.

2.Qual é o adjetivo que caracteriza o Alfinete?
a)malvado              b) fofoqueiro                   c) experiente           d) atrevido

3. “Veio a noite do baile”
O sujeito da oração acima é:
a)baile         b) noite                 c) sujeito indeterminado             d) sujeito oculto.

4.A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho
A palavra em destaque na frase acima indica:
a)que a baronesa era muito elegante
b)uma parte da peça de roupa da costureira
c)uma parte da peça de roupa da baronesa
d)um recipiente onde a costureira guardava seus pertences.

5. Qual adjetivo o Alfinete usou para se referir à Agulha?
a)    Orgulhosa                  b) tola                    c) trabalhadeira                 d) esperta

6. “A linha não respondia nada; ia andando”
Se passarmos os verbos destacados na frase acima para o pretérito perfeito do indicativo, teremos:
a)    Respondeu, foi    b) responderia, iria             c) responde, vai      d) responderá, ir

7. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Passe para o plural os termos destacados.

Redação:
1.Considerando que Apólogo é um gênero narrativo em que as personagens são objetos representando pessoas, escreva um parágrafo para cada personagem( Linha, Agulha, Alfinete) e diga o que você acha do comportamento dessas personagens.
2. Você concorda ou não com esse comportamento? Por quê?


3. Se você fosse mudar alguma coisa nos personagens, o que mudaria?

COMUNICAÇÃO

Leitura e interpretação de texto

COMUNICAÇÃO
Luís Fernando Veríssimo

É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?
- Posso ajudá-lo, cavalheiro?
- Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...
- Pois não?
- Um... como é mesmo o nome?- Sim?
- Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.
- Sim senhor.
- O senhor vai dar risada quando souber.
- Sim senhor.
- Olha, é pontuda, certo?
- O quê, cavalheiro?
- Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?
- Infelizmente, cavalheiro...
- Ora, você sabe do que eu estou falando.
- Estou me esforçando, mas...
- Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?
- Se o senhor diz, cavalheiro.
- Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero.
- Sim senhor. Pontudo numa ponta.
- Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?
- Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o senhor desenha para nós?
- Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé. Sou uma negação em desenho.
- Sinto muito.
- Não precisa sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida. Não sou um débil mental. Não sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio. Mas fora isso, tudo bem. O desenho não me faz falta. Lido com números. Tenho algum problema com os números mais complicados, claro. O oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil mental, como você está pensando.
- Eu não estou pensando nada, cavalheiro.
- Chame o gerente.
- Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo. Essa coisa que o senhor quer, é feito do quê?
- É de, sei lá. De metal.
- Muito bem. De metal. Ela se move?
- Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim.
- Tem mais de uma peça? Já vem montado?
- É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço.
- Francamente...
- Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, outra volta e clique, encaixa.
- Ah, tem clique. É elétrico.
- Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar.
- Já sei!
- Ótimo!
- O senhor quer uma antena externa de televisão.
- Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo...
- Tentemos por outro lado. Para o que serve?
- Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa.
- Certo. Esse instrumentos que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete de segurança e...
- Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!
- Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!
- É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome?

 INTERPRETAÇÃO TEXTUAL
1) Esse texto mostra o diálogo entre duas personagens:

a) Quem são as personagens? 

b) Onde as personagens estão?

2) O narrador da história também é personagem? 

3) O homem enfrenta dificuldades para comprar o que quer.

a) Por que ele não consegue comprar o que deseja? 

b) Podemos afirmar que o vendedor  está se esforçando para entender o homem? Por quê?

c) Como é o objeto que o homem quer comprar?

d) Finalmente, qual é o objeto a ser comprado?


ATIVIDADES GRAMATICAIS
1­) DÊ A CLASSE GRAMATICAL DAS PALAVRAS GRIFADAS NAS FASES ABAIXO

a)   “É importante saber nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?”
b)  “Se o senhor diz, cavalheiro.”

2. No texto predomina que tempo verbal?  Retire 3 orações que justifiquem sua resposta.

3. Que efeito de sentido produz esse tempo verbal?

4.O texto enfatiza a importância de uma classe gramatical. Qual? Por quê?

5.) Leia, com atenção, as seguintes frases:
a) “E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio.”
b) “Lido com números.”
c) “É que eu sou meio expansivo.”
 De acordo com a sequência, por qual grupo de palavras podemos substituir as palavras destacadas? Assinale uma das alternativas:
a) coisa  -  trabalho  -  exagerado        
                  
b) descarga elétrica  -  sofro  -  esquecido     
                   
c) luz intensa  -  esforço-me  -  comunicativo

PREDICADO VERBAL


PREDICADO VERBAL

Temos PREDICADO VERBAL quando o VERBO indica AÇÃO e é o núcleo do predicado.
O PREDICADO VERBAL ocorre com:

a)  verbos INTRANSITIVOS ( que podem vir ou não com adjunto adverbial)
A criança BRINCA.
A criança BRINCA no parque.( adjunto adverbial de lugar)

O professor TRABALHA.
O professor TRABALHA incansavelmente.( adjunto adverbial de modo)

b) verbos TRANSITIVOS( exigem complemento verbal)

O governo não PAGOU a dívida externa.

A criança NECESSITA de limites.






segunda-feira, 22 de junho de 2015

PREDICADO NOMINAL- VERBO DE LIGAÇÃO




 Predicado Nominal - o núcleo do  predicado é o termo que caracteriza o Sujeito.
Chama-se PREDICADO NOMINAL porque o núcleo do predicado é um NOME, uma palavra que caracteriza o sujeito. Nesse caso, o VERBO apenas liga uma característica ao sujeito, por isso é chamado de VERBO DE LIGAÇÃO(VL)

1. O professor estava feliz.
       sujeito                      predicado

 Note que FELIZ(adjetivo)é a palavra mais importante do predicado, por isso é o seu núcleo.

Observação:
1. Quando o predicado é nominal, o núcleo nunca é um verbo.
2. Não só o adjetivo, mas também outras classes gramaticais podem   funcionar como NÚCLEO do predicado( predicativo do sujeito)
Exemplos:

1.Você é tudo,
                         pronome indefinido
2. Maria era uma beleza.
                            substantivo
3.Eu sou você amanhã.
            pronome pessoal   
4. Ele não é dois.
                    numeral

segunda-feira, 15 de junho de 2015

O ASSASSINO ERA O ESCRIBA





O assassino era o escriba
Neste poema, o autor critica  usa de ironia e duplo sentido quando se refere aos termos empregados nas aulas de gramática no tocante ao uso exaustivo de nomenclaturas como "objeto direto", "adjunto adverbial", "aposto", entre outras. Ensinar a gramática pela gramática torna o ensino da língua enfadonho e desanimador. Para os alunos, muitos desses nomes não dizem nada, acham que é preciso decorar tudo e ficam profundamente irritados a ponto de desejarem matar o professor com "um objeto direto na cabeça"
Portanto, é preciso ENSINAR GRAMÁTICA INSERIDA NO CONTEXTO, trabalhar com textos e não com frases soltas. É importante ensinar a estrutura da frase, a coesão entre os parágrafos, o uso correto dos elementos linguísticos e para que servem os termos empregados. O aluno deve entender por que aprender a língua  e como usá-la na produção de texto.

O assassino era o escriba


"Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida
regular como um paradigma da primeira conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
Ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto.
Casou-se com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava   partículas  expletivas ,
conectivos e agentes da passiva , o tempo todo
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça"
Paulo Leminski

sábado, 6 de junho de 2015

O DONO DA BOLA

Leitura e interpretação de texto

O dono da bola
Ruth rocha
O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era a bola de futebol. Só bola de meia, mas não é a mesma coisa.
Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca.
Mas, toda vez que nós íamos jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. E era só o juiz marcar qualquer falta do Caloca que ele gritava logo:
– Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!
– Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é jogo...
– Espírito esportivo, nada! – berrava Caloca. – E não me chame de Caloca, meu nome é Carlos Alberto!
E assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo.
A coisa começou a complicar mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do nosso bairro. Nós precisávamos treinar com bola de verdade para não estranhar na hora do jogo.
Mas os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos Alberto estava sempre procurando encrenca:
– Se o Beto jogar de centroavante, eu não jogo!
– Se eu não for o capitão do time, vou embora!
– Se o treino for muito cedo, eu não trago a bola!
E quando não se fazia o que ele queria, já sabe, levava a bola embora e adeus, treino.
Catapimba, que era o secretário do clube, resolveu fazer uma reunião:
– Esta reunião é para resolver o caso do Carlos Alberto. Cada vez que ele se zanga, carrega a bola e acaba com o treino.
Carlos Alberto pulou, vermelhinho de raiva:
– A bola é minha, eu carrego quantas vezes eu quiser!
– Pois é isso mesmo! – disse o Beto, zangado. – É por isso que nós não vamos ganhar campeonato nenhum!
– Pois, azar de vocês, eu não jogo mais nessa droga de time, que nem bola tem.
 E Caloca saiu pisando duro, com a bola debaixo do braço.
Aí, Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. Nós passávamos pela casa dele e víamos. Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido.
Porque, depois de três dias, o Carlos Alberto não aguentou mais. Apareceu lá no campinho.
– Se vocês me deixarem jogar, eu empresto a minha bola.
Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho e não criava caso com ninguém.
E, quando nós ganhamos o jogo final do campeonato, todo mundo se abraçou gritando:
– Viva o Estrela-d’Alva Futebol Clube!
– Viva!      
– Viva o Catapimba!
– Viva!
– Viva o Carlos Alberto!
– Viva!
Então o Carlos Alberto gritou:
– Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!

Questões sobre o texto:
1.    Quem é o protagonista, isto é, o personagem principal da história?
2.    Quem narra a história participa dela ou não?
3) Carlos Alberto costumava fazer chantagem e impor condições para emprestar sua bola de couro. Comprove a afirmação com uma frase retirada do texto.

4) Qual era a finalidade da reunião que Catapimba, o secretário do time, resolveu fazer?

5) Qual era o nome do time?

6) Ao final, o time saiu campeão. Se Carlos Alberto tivesse continuado com o mesmo comportamento de antes, você acha que o time sairia vitorioso? Justifique sua resposta.

7) Relacione as ações às reações dos personagens:

(1)  O juiz marca falta.
(2)  Catapimba fez uma reunião para resolver o problema.
(3)  Caloca se arrepende e pede para voltar ao time.
(4)  O time conquista a vitória no campeonato.

(     ) Caloca retira-se do time, isolando-se dos colegas.
(     ) Todos se abraçam e gritam “viva”.
(     ) Caloca grita: “Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!”
(     ) Os colegas recebem Caloca de volta ao time.

8) Carlos Alberto apresenta características diferentes no decorrer dos três momentos da narrativa. Faça a devida associação:

(1)   1° momento            (2)   2° momento             (3)   3° momento




(     ) solitário
(     ) briguento
(     ) cooperativo
(     ) egoísta
(     ) zangado
(     ) arrependido
(     ) chantagista
(     ) amigável
(     ) encrenqueiro




  Agora, leia este segundo texto:
                                                                          Futebol na raça

Criado na Inglaterra em 1863, ele desembarcou no Brasil 31 anos depois, na forma de uma bola trazida debaixo do braço pelo estudante paulista Charles Miller. Chegou elitista, racista e excludente. Quando se organizaram os primeiros campeonatos, lá pelo começo do século, era esporte de branco, rico, praticado em clubes fechados ou colégios seletos. Negros e pobres estavam simplesmente proibidos de chegar perto dos gramados, mas mesmo à distância, perceberam o jogo e deles se agradaram.
Estava ali uma brincadeira feita sob medida para pobre. Não exige equipamento especial além de um objeto qualquer que possa ser chutado como se fosse bola. Pode ser praticado na rua, no pátio da escola, no fundo do quintal. O número e o tipo de jogador dependem apenas de combinação entre as partes. Jogam o forte e o fraco, o baixinho e o altão, o gordo e o magro. (...)
                                                                         Maurício Cardoso. Revista Veja. 
 9) Compare esse texto com O dono da bola e assinale as alternativas corretas:
(     ) Os dois textos tratam do mesmo assunto.
(     ) O dono da bola é um texto informativo que traz dados sobre o futebol.
(    ) Futebol na raça é um texto informativo e O dono da bola é a narração de uma história.
(   ) A frase “O futebol chegou elitista, racista e excludente” não combina com o futebol de rua onde todos podem jogar.


10) Faça uma relação das palavras-chaves empregadas nos dois textos, ou seja, das expressões mais diretamente ligadas ao futebol. (No mínimo 10!)