domingo, 30 de junho de 2013

FATEC 2013/2 - PORTUGUÊS

FATEC 2013/2 - PORTUGUÊS

Leia o texto para responder às questões de números 1 a 3.

Feito em casa

Na era digital, as empresas de tecnologia costumam desbravar novos territórios. No entanto, há duas semanas, uma decisão do Yahoo! causou polêmica: a empresa de tecnologia decidiu banir o home office de todas as suas filiais. A justificativa enviada aos funcionários foi a de que “a velocidade e a qualidade são muitas vezes sacrificadas quando se trabalha em casa”:
No Brasil, continua-se a defender a prática, mas com ressalvas: há vários cuidados necessários para torná-la realmente eficiente.
Diego Gomes, paulistano, funcionário de uma instituição bancária, trabalha dois dias por semana em casa. Ele optou pelo trabalho remoto no dia do rodízio de seu carro e na sexta-feira, quando o trânsito é pior.
Apesar de reconhecer os benefícios, ele afirma que precisou tomar precauções para sua produtividade não ser afetada, como criar um ambiente de escritório em casa e conversar com sua família. “[Com a família] precisa ser duro: das 9 h às 18 h, estou trabalhando: não vou ao mercado e não vou consertar chuveiro. Tem que deixar claro.”
No banco onde Diego atua, os funcionários que se interessam pelo teletrabalho têm de participar de um workshop e precisam fazer uma autoavaliação. Eles precisam verificar, por exemplo, se trabalham com independência e se sabem cumprir metas diárias ou se sua performance precisa de acompanhamento constante.
As empresas também procuram descartar certos funcionários na hora de escolher quem fará home office. A diretora de RH Edna Bedani afirma que estagiários não devem atuar em casa. “São pessoas em formação, que precisam de orientação”; afirma.
Especialistas também destacam a necessidade de disciplina do profissional que fica em casa. “É preciso manter a rotina como se você fosse para o escritório: acordar, tomar banho, tomar café, vestir-se etc., afirma Jorge Matos, presidente de uma agência especializada em        gestão de pessoas e carreiras.

(Felipe Maia com a colaboração de Reinaldo Chaves, Folha de S. Paulo, 10.03.2013. Adaptado)

1) De acordo com as informações do texto, é correto afirmar que
a) os benefícios de se trabalhar em casa são maiores para os profissionais que não têm autodisciplina porque o ambiente descontraído da própria casa favorece o cumprimento dos compromissos.
b) o teletrabalho é prática ideal para funcionários que precisam de supervisão direta dos superiores, pois têm dificuldades para cumprir as metas diárias impostas pela empresa.
c) Diego Gomes, que mora em São Paulo, preferiu trabalhar a maior parte da semana em casa, pois, dessa forma, pôde se liberar do rodízio de veículos e ter as sextas-feiras livres.
d) a decisão do Yahoo! surpreendeu o mercado de trabalho, pois essa empresa foi a primeira a incentivar e a garantir a prática do home office para a maioria dos funcionários .
e) o trabalho remoto não é produtivo para estagiários, porque eles são profissionais em início de carreira e necessitam de orientação constante para se aperfeiçoar.

2)Releia o segundo parágrafo do texto.
No Brasil, continua-se a defender a prática, mas com ressalvas: há vários cuidados necessários para torná-la realmente eficiente.
O trecho em destaque pode ser substituído, corretamente e sem alteração do sentido do texto, por
a) e com indagações: existe...
b) ou com condições: existem...
c) porém com vantagens: existem...
d) todavia com restrições: existem...
e) embora com exceções: existe...

3) Considere as frases a seguir reescritas a partir das ideias do texto:
Há uma rotina ____ que o profissional deve se adequar ao trabalhar em casa: acordar, vestir-se, estabelecer horários, cumprir metas etc.
Os familiares ____ quem se predispõe a fazer home office devem colaborar para criar um ambiente propício para esse profissional.
O visitante, ____ quem nosso diretor foi muito solícito,
trabalha em uma agência especializada em gestão de pessoas e carreiras.
De acordo com a norma do padrão culto, as preposições que preenchem, correta e respectivamente, as lacunas das  frases são:
a) a ... de ... com
b) a ... com ... em
c) para ... em ... com
d) para ... de ... em
e) em ... com ... para


4 )

Considerando o título da tirinha e interpretando os quadrinhos, é correto afirmar que as personagens
a) optam por se expressar por meio de uma linguagem formal, porém cometem erros de concordância e utilizam gírias,
b) demonstram que enologia, filosofia e artes gráficas são áreas de estudo afins e que se relacionam em vários aspectos.
c) expressam-se por meio da repetição excessiva de uma mesma palavra no momento em que verbalizam suas ideias.
d) são profissionais de marketing que visam, por meio de um discurso convencional, persuadir os ouvintes a comprar determinado produto.
e) comprovam que a ausência de vocabulário específico da área de estudo não compromete a exposição aprofundada e objetiva de um tema.

5) Leia o poema do escritor Alberto de Oliveira (1857-1937).
Num trem de subúrbio

No trem de ferro vimo-nos, um dia,
E amarmo-nos foi obra de um momento,
Tudo rápido, como a ventania,
Como a locomotiva ou o pensamento,
– "Amo-te!"
– "Adoro-te!"
A estação primeira
Surge, Saltamos nela ao som de um berro.
Nosso amor, numa nuvem de poeira,
Tinha passado, como o trem de ferro.

(CAMPOS, Geir. Alberto de Oliveira - Poesia, Rio de Janeiro: Agir Editora, 1969.)

Interpretando o poema, é correto afirmar que nessa obra está presente a
a) crise existencial própria do Barroco, que se manifesta pela extrema infelicidade do eu lírico, vivenciada em decorrência do fim do romance.
b) oposição ao amor idealizado do Romantismo, pois o poema ressalta a brevidade e a finitude do amor vivido pelos protagonistas.
c) crítica social característica do Realismo, pois o eu lírico descreve a existência sofrida e miserável dos subúrbios.
d) valorização da forma pelo Parnasianismo, o que se comprova pela rígida metrificação dos versos e pela presença de rimas.
e) exaltação da tecnologia, marca do Simbolismo, pois o trem e sua alta velocidade surpreendem o eu lírico e sua amada.

RESPOSTAS COMENTADAS AQUI

sexta-feira, 28 de junho de 2013

A LINHA MÁGICA



A linha mágica

"Era uma vez uma viúva que tinha um filho chamado Pedro. O menino era forte e são, mas não gostava de ir à escola e passava o tempo todo sonhando acordado.
- Pedro, com o que você está sonhando a uma hora destas? - perguntava-lhe a professora.
- Estava pensando no que serei quando crescer - respondia ele.
- Seja paciente. Há muito tempo para pensar nisso. Depois de crescido, nem tudo é divertimento, sabe? - dizia ela.
Mas Pedro tinha dificuldades para apreciar qualquer coisa que estivesse fazendo no momento, e ansiava sempre pela próxima. No inverno, ansiava pelo retorno do verão; e no verão, sonhava com passeios de esqui e trenó, e com as fogueiras acesas durante o inverno. Na escola, ansiava pelo fim do dia, quando poderia voltar para casa; e nas noites de domingo, suspirava dizendo: "Se as férias chegassem logo!" O que mais o entretinha era brincar com a amiga Lise. Era companheira tão boa quanto qualquer menino, e a ansiedade de Pedro não a afetava, ela não se ofendia. "Quando crescer, vou casar-me com ela", dizia Pedro consigo mesmo.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

ANTENA LIGADA


Veja o que um pai zeloso, que resolve "ajudar "o filho no dever escolar, pode fazer com a Literatura.

                                                          ANTENA LIGADA

                                                                                                                                  
Troquei meu televisor em branco-e-preto por um televisor em cores com controle remoto, para facilitar a vida de meus filhos, que agora, sabe como é, época de provas, estão se virando mais que pião na roda. Imaginem que outro dia um professor teve a coragem de mandar meu filho gavião-da-fiel fazer um trabalho sobre o Sócrates.
Fiquei uma arara.
Em todo caso, apanhei a revista Placar e recomendei que o garoto consultasse os arquivos esportivos da Folha e do Jornal da Tarde. Não é por ser meu filho, mas o guri caprichou do primeiro ao quinto.
Tirou zero.

ADJUNTO ADVERBIAL



ADJUNTO ADVERBIAL

Adjunto adverbial: termo  expresso por um advérbio ou locução adverbial que indica uma circunstância. Exemplo: 
 TEMPO, MODO, LUGAR , NEGAÇÃO, AFIRMAÇÃO, INTENSIDADE, DÚVIDA, INSTRUMENTO, COMPANHIA,  geralmente associado a VERBO INTRANSITIVO.Nem sempre vem acompanhado de preposição.
Exemplo:
Amanhã  falaremos sobre isso. TEMPO
Ela falava tranquilamente sobre o assunto. MODO
A criança não  guarda mágoa por muito tempo .NEGAÇÃO
Josefina anda depressa. MODO
O meliante foi morto a tiros. INSTRUMENTO
Fui ao cinema com meu namorado. COMPANHIA

EXERCÍCIOS
Questão 1.
Leia o poema atentamente:
 “Poema só para Jaime Ovalle"
Quando hoje acordei, ainda fazia escuro
 (Embora a manhã já estivesse avançada).
Chovia.
Chovia uma triste chuva de resignação
Como contraste e consolo ao calor tempestuoso da noite.
Então me levantei,
Bebi o café que eu mesmo preparei,
Depois me deitei novamente, acendi um cigarro e fiquei pensando...
- Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei.
Manuel Bandeira, in “Antologia", pág.198.

Após leitura atenta do poema:

a. retire os verbos
b.Indique a circunstância dos adjuntos adverbiais que você encontrar.

Exercício 2
Tendo como referência os termos em destaque, relacione a 2ª coluna de acordo com a primeira:
a – Quando chegares do trabalho avise-me.
b – O discurso do diretor foi aplaudido com entusiasmo.
c – Visitaremos o litoral nordestino nestas férias.
d – Como chovia bastante, não fomos ao cinema, conforme combinado.
e – Fiquei muito agradecida pela sua ajuda.

(  ) adjunto adverbial de intensidade
(  ) adjunto adverbial de lugar
(  ) adjunto adverbial de modo
(  ) adjunto adverbial de causa
(  ) adjunto adverbial de tempo

 Exercício 3
(U. F. Viçosa) Em todas as alternativas, há dois advérbios, exceto:
a – (  ) Ele permaneceu muito calado.
b -  (  ) Amanhã, não iremos ao cinema.
c -  (  ) O menino, ontem, cantou desafinadamente.
d- (  ) Tranquilamente, realizou-se hoje, o jogo.
e – (  ) Ela falou calma e sabiamente
Exercício  4
Agora é com você. Crie uma oração para cada adjunto adverbial indicado:modo, tempo, lugar, causa, intensidade, negação e dúvida.

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 Exercício 5

5Sabemos que a locução adverbial é a união de duas palavras que possuem o valor de um advérbio. Diante das orações que seguem, transforme as locuções adverbiais em advérbio:

a- Tudo que ocorreu, com certeza, a família já sabia.
b – Preciso me aproximar de forma direta às pessoas mais influentes.
c – Com muita calma procuraremos solucionar o problema.
d – O animal o atingiu com ferocidade, mas ele conseguiu escapar a tempo.
e – A esperança e o otimismo são virtudes que devemos cultivar todos os dias.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

VERBOS TERMINADOS EM -EAR



VERBOS TERMINADOS EM -EAR

CEAR, PASSEAR, HOMENAGEAR, PENTEAR, FREAR conjugam-se como PASSEAR

Modo  indicativo

Presente
Passeio  Passeias
Passeia Passeamos
Passeais Passeiam
Pret. perfeito
Passeei
Passeaste
 Passeou Passeamos
Passeastes   Passearam
Pret. imperfeito
 Passeava
 Passeavas
 Passeava
 Passeávamos
Passeáveis
Passeavam
Pret.mais q. perf.
Passeara
Passearas
Passeara
Passeáramos
Passeáreis
passearam
Futuro do presente
 Passearei
 Passeará
E Passearás
 Passearemos
 Passeareis
Passearão




Futuro do pret.
Passearia
Passearias
Passearia
Passearíamos
Passearíeis
passeariam

Modo subjuntivo


PRESENTE (que)
Eu passeie
Tu passeies
Ele Passeie
Nós Passeemos
Vós Passeeis
Eles Passeiem
PRETÉRITO IMPERFEITO ( se)
Passeasse
Passeastes
Passeaste
Passeássemos
Passeásseis
passeassem
FUTURO ( quando)
Passear
Passeares
Passear
Passearmos
Passeardes
Passearem

domingo, 23 de junho de 2013

NOTA DE FALECIMENTO



Nota de falecimento
Luís Fernando Veríssimo

Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida... 


Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:
"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:

- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?

- Ainda bem que esse infeliz morreu !

Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.

A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?
No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo... Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."

O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".

domingo, 16 de junho de 2013

VERBOS TERMINADOS EM -IAR

VERBOS TERMINADOS EM –IAR  no presente do indicativo

COPIAR, VIGIAR, PLAGIAR 
Presente do indicativo
Eu copio, vigio, plagio
Tu copias, vigias, plagias
Ele copia, vigia, plagia
Nós copiamos, vigiamos, plagiamos
Vós copiais, vigiais, plagiais
Eles copiam, vigiam, plagiam

Exceções: MEDIAR, ANSIAR, REMEDIAR, INCENDIAR, ODIAR que se conjugam como ODIAR apenas no Presente do indicativo

Eu   odeio, medeio, anseio, remedeio, incendeio.
Tu   odeias, medeias, anseias, remedeias, incendeias
Ele  odeia, medeia, anseia, remedeia, incendeia
Nós odiamos, mediamos, ansiamos, remediamos, incendiamos
Vós odiais, mediais, ansiais, remediais, incendiais
Eles odeiam, medeiam, anseiam, remedeiam, incendeiam

Para facilitar a memorização, foi  criado um acróstico( a turma do MARIO)

Mediar
Ansiar
Remediar
Incendiar
Odiar



Observação:
Nos demais tempos, os verbos da turma do MARIO  seguem a mesma conjugação  de todos os verbos em –iar.
Modelo:

Pretérito perfeito:

Pretérito imperfeito
Pret.+que-perfeito
Futuro do presente
Futuro do pretérito

odiei
 odiaste
 odiou
 odiamos
 odiastes
odiaram
Odiava
odiavas
 odiava
odiávamos
 odiáveis
odiavam
Odiara
Odiaras
Odiara
Odiáramos
Odiáreis
odiaram
Odiarei
Odiarás
Odiará
Odiaremos
Odiareis
odiarão
Odiaria
Odiarias
Odiaria
Odiaríamos
Odiaríeis
odiariam

PRONOMES PESSOAIS

Pronomes pessoais retos e oblíquos

sábado, 15 de junho de 2013

ERRO DE CONCORDÂNCIA VERBAL

É preciso revisar um texto antes de publicá-lo.






O PRONOME "SE""

O PRONOME SE


O pronome SE desempenha vários papéis:


01) Pronome Reflexivo:
Quando o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo verbo.
Exemplos:
A manicure cortou-se com o alicate.
Narciso mirava-se nas águas do lago azul.

Pai e filho amam-se. O pronome "se", neste caso, é reflexivo recíproco( de um para o outro)


02) Partícula integrante do verbo: 
Com verbos pronominais(  pronome faz parte do verbo)
Exemplos:
O jovem jornalista suicidou-se.
O romântico ajoelhou-se aos pés da amada.


03) Partícula de realce
.( pode ser retirado do verbo sem que haja alteração de sentido)
Vão-se os anéis, ainda bem que ficam os dedos.
Rebeca casou-se com o primo.

04) pronome apassivador:
Torna o sujeito paciente( voz passiva sintética) acompanha verbo transitivo direto.


Ex.: Alugam-se casas na praia. (pode ser substituída pela passiva analítica: (Casas são vendidas)
Ouviu-se um grito.( Um grito foi ouvido)



05) Índice de indeterminação do sujeito: 
Responsável pela indeterminação do sujeito.

Ex.: Precisa-se de cozinheiras. O verbo "precisar" é transitivo indireto (objeto indireto (cozinheiras).
Quem precisa? Não se sabe.

Vive-se bem em Itapira. (verbo intransitivo, com adjunto adverbial de lugar)
Quem vive? Não se sabe.
Era-se feliz na roça.


Exercícios:

Exercício 1:
Assinale a opção em que “se” funciona como índice de indeterminação do sujeito:

A)      Se Tereza não for à festa, também não irei.
B)      A criança machucou-se na bicicleta.
C)      Trata-se do primeiro e último fundo no Brasil (Revista Veja)
D)      Ele impôs-se uma disciplina rigorosa.
E)      “Ergueu-se, passou a toalha no rosto” (Lygia Fagundes Teles)
Exercício 2:
Classifique as funções da palavra “se” nas frases a seguir, numerando, convenientemente, os parênteses:

Partícula apassivadora.
Índice de indeterminação do sujeito.
Partícula de realce.
Partícula integrante do verbo.
Conjunção subordinativa.
(     ) “Ela quer saber se eu me sinto realizado”. (Drummond)
(     ) “Acabou-se a confiança no próximo”. (Drummond)
(     ) Suicidou-se, pulando no fim da tarde de um prédio de 10 andares.
(     ) Precisa-se de operários.
(     ) “Sentia-se o cheiro da panela no fogo, chiando de toucinho no braseiro”. (José Lins do Rego)

A sequência correta é:

A)      4-3-5-2-1
B)      5-3-2-4-1
C)      4-5-2-1-3
D)      5-3-4-2-1
E)      5-3-2-1-4

Exercício 3:
Assinale a opção onde “se” exerce a função de índice de indeterminação do sujeito:

A)      Gosta-se muito de doces por aqui.
B)      Comprou-se um novo prédio para a loja.
C)      Emprestou-se o dinheiro ao professor.
D)      Deixou-se sentar na soleira da porta.
E)      As roupas, os varais, tudo isso se foi, levado pela correnteza.
Exercício 4:
Em todas as orações abaixo, a palavra “se” aparece como pronome reflexivo, exceto em:

A)      Os namorados beijavam-se calorosamente.
B)      Mãe e filha queriam-se muito.
C)      Suicidou-se numa noite de verão.
D)      Era-se feliz na fazenda.
E)      Cortou-se a pobre menina nos arames farpados.


1-c, 2-d, 3-a, 4d

quinta-feira, 13 de junho de 2013

SAPO OU PRÍNCIPE?

Entre sapos e príncipes
Fragmento do texto de Rubem Alves( ADAPTADO)




       “Era uma vez um príncipe de voz maravilhosa que encantava a todas as criaturas que o ouviam. Seu canto era tão belo que seduziu até a bruxa que morava na floresta negra e que por ele também se apaixonou. Mas, diferente de todos os outros, que se sentiam felizes só de ouvir, ela resolveu cantar também. Que lindo dueto faremos, ela pensou. E logo se pôs a cantar.
      Acontece, entretanto, que bruxas não conseguem cantar afinado. Bastava que ela abrisse a boca para que dela saíssem os sons mais bizarros, que soavam como o coaxar de sapos e rãs. A vaia foi geral.
       A bruxa se encheu de uma inveja raivosa e lançou contra ele o mais terrível dos feitiços: Se não posso cantar como você canta, farei com que você cante como eu canto.
E o príncipe foi transformado num sapo. Envergonhado de sua nova forma, ele fugiu e se escondeu no fundo da lagoa, onde moravam os sapos e rãs. Ele ficou em tudo parecido aos batráquios. Menos numa coisa. Continuou a cantar tão bonito quanto sempre cantara. Mas desta vez quem não gostou do canto do novo sapo foram os sapos e as rãs que só sabiam coaxar. O canto novo soava aos seus ouvidos como coisa de outro mundo, que perturbava a concordância de sua monotonia sapal.
Severos, advertiram: “Quem mora com rãs e sapos tem de coaxar como rãs e sapos.”
 O príncipe-sapo fez cessar o seu canto e não teve alternativas: teve de aprender a coaxar como todos os outros faziam. E tanto repetiu que acabou por se esquecer das canções de outrora. Não, não se esqueceu não... porque, quando dormia, ele se lembrava e ouvia a música antiga proibida que continuava a se cantar dentro dele. Mas quando ele acordava, se esquecia. Mas não de tudo. Ficava numa saudade indefinível. Saudade, ele não sabia bem de quê. Saudade que lhe dizia que ele estava longe, muito longe do lar...”

Questões sobre o texto

1.    Qual o assunto do  texto?
2.     Escreva um pequeno texto resumindo a história.
3.    Que tipo de vida levava o príncipe antes e depois de ser transformado em sapo?
4.    As personagens desta história podem representar os seres humanos? Como isso acontece?
5.     Por que o príncipe-sapo não se libertou do feitiço?
6.    Ele poderia ter feito isso? Como?
7.    Escreva uma frase sobre uma pessoa que age como as personagens do texto
a)          bruxa
b)           príncipe
c)            sapos e rãs

     8.  Que outro final você daria para a história?

ATIVIDADE 6°ANO

ATIVIDADE 6° ANO


Leitura e interpretação de texto
O dono da bola
                                                                                                                                 Ruth Rocha

O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era a bola de futebol. Só bola de meia, mas não é a mesma coisa.
Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca.
Mas, toda vez que nós íamos jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. E era só o juiz marcar qualquer falta do Caloca que ele gritava logo:
– Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!
– Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é jogo...
– Espírito esportivo, nada! – berrava Caloca. – E não me chame de Caloca, meu nome é Carlos Alberto!
E assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo.
A coisa começou a complicar mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do nosso bairro. Nós precisávamos treinar com bola de verdade para não estranhar na hora do jogo.
Mas os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos Alberto estava sempre procurando encrenca:
– Se o Beto jogar de centroavante, eu não jogo!
– Se eu não for o capitão do time, vou embora!
– Se o treino for muito cedo, eu não trago a bola!
E quando não se fazia o que ele queria, já sabe, levava a bola embora e adeus, treino.
Catapimba, que era o secretário do clube, resolveu fazer uma reunião:
– Esta reunião é para resolver o caso do Carlos Alberto. Cada vez que ele se zanga, carrega a bola e acaba com o treino.
Carlos Alberto pulou, vermelhinho de raiva:
– A bola é minha, eu carrego quantas vezes eu quiser!
– Pois é isso mesmo! – disse o Beto, zangado. – É por isso que nós não vamos ganhar campeonato nenhum!
– Pois, azar de vocês, eu não jogo mais nessa droga de time, que nem bola tem.
 E Caloca saiu pisando duro, com a bola debaixo do braço.
Aí, Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. Nós passávamos pela casa dele e víamos. Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido.
Porque, depois de três dias, o Carlos Alberto não aguentou mais. Apareceu lá no campinho.
– Se vocês me deixarem jogar, eu empresto a minha bola.
Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho e não criava caso com ninguém.
E, quando nós ganhamos o jogo final do campeonato, todo mundo se abraçou gritando:
– Viva o Estrela-d’Alva Futebol Clube!
– Viva!      
– Viva o Catapimba!
– Viva!
– Viva o Carlos Alberto!
– Viva!
Então o Carlos Alberto gritou:
– Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!

Questões sobre o texto:
1)     Quem é o protagonista, isto é, o personagem principal da história?

2)     Quem narra a história participa dela ou não?


3) Carlos Alberto costumava fazer chantagem e impor condições para emprestar sua bola de couro. Comprove a afirmação com uma frase retirada do texto.

4) Qual era a finalidade da reunião que Catapimba, o secretário do time, resolveu fazer?

5) Qual era o nome do time?

6) Ao final, o time saiu campeão. Se Carlos Alberto tivesse continuado com o mesmo comportamento de antes, você acha que o time sairia vitorioso? Justifique sua resposta.

7) Relacione as ações às reações dos personagens:

(1)   O juiz marca falta.

(2)   Catapimba fez uma reunião para resolver o problema.

(3)   Caloca se arrepende e pede para voltar ao time.


(4)  O time conquista a vitória no campeonato.

(     ) Caloca retira-se do time, isolando-se dos colegas.
(     ) Todos se abraçam e gritam “viva”.
(     ) Caloca grita: “Assim eu não jogo mais! Dá aqui a minha bola!”
(     ) Os colegas recebem Caloca de volta ao time.

8) Carlos Alberto apresenta características diferentes no decorrer dos três momentos da narrativa. Faça a devida associação:

(1)   1° momento            (2)   2° momento             (3)   3° momento



(     ) solitário
(     ) briguento
(     ) cooperativo
(     ) egoísta
(     ) zangado
(     ) arrependido
(     ) chantagista
(     ) amigável
(     ) encrenqueiro



  Agora, leia este segundo texto:
                                                                          Futebol na raça

Criado na Inglaterra em 1863, ele desembarcou no Brasil 31 anos depois, na forma de uma bola trazida debaixo do braço pelo estudante paulista Charles Miller. Chegou elitista, racista e excludente. Quando se organizaram os primeiros campeonatos, lá pelo começo do século, era esporte de branco, rico, praticado em clubes fechados ou colégios seletos. Negros e pobres estavam simplesmente proibidos de chegar perto dos gramados, mas mesmo à distância, perceberam o jogo e deles se agradaram.
Estava ali uma brincadeira feita sob medida para pobre. Não exige equipamento especial além de um objeto qualquer que possa ser chutado como se fosse bola. Pode ser praticado na rua, no pátio da escola, no fundo do quintal. O número e o tipo de jogador dependem apenas de combinação entre as partes. Jogam o forte e o fraco, o baixinho e o altão, o gordo e o magro. (...)
                                                                                                                                     Maurício Cardoso. Revista Veja. 
 9) Compare esse texto com O dono da bola e assinale as alternativas corretas:
(     ) Os dois textos tratam do mesmo assunto.
(     ) O dono da bola é um texto informativo que traz dados sobre o futebol.
(    ) Futebol na raça é um texto informativo e O dono da bola é a narração de uma história.
(   ) A frase “O futebol chegou elitista, racista e excludente” não combina com o futebol de rua onde todos podem jogar.


10) Faça uma relação das palavras-chaves empregadas nos dois textos, ou seja, das expressões mais diretamente ligadas ao futebol. (No mínimo 10!)

ENEM 2016 5 questões comentadas

RIC. Disponível em: www.nanquim.com.br. Acesso em: 8 dez. 2012. Questão 1 O texto faz referência aos sistemas de comunicação e inform...