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quinta-feira, 17 de março de 2011

Estudo das conjunções



ESTUDO DAS CONJUNÇÕES
1 CONCEITO
Conjunções são palavras  que ligam termos de uma oração  e também   orações.
Exemplo: Pedro e João foram ao cinema.( a palavara E ligou dois núcelos do sujeito.)
Lutamos  e vencemos.( a palavra E ligou duas orações.)
As conjunções podem se coordenativas e subordinativas
a)      Coordenativas que podem relacionar termos de mesmo valor sintático ou orações sintaticamente equivalentes - as chamadas orações coordenadas.
Exemplo: O professor entrou na sala, cumprimentou os alunos e iniciou a explicação.

De acordo com o sentido das relações que estabelecem, as conjunções coordenativas são classificadas em:
Aditivas (exprimem valor de  adição, soma): e, nem, não só... mas também, etc.;
Exemplo:
1.Não só comentou o caso com os colegas,  mas também o levou ao conhecimento da imprensa.
2.Comentou o caso com os colegas e o levou ao conhecimento da imprensa.
3.Não fez o relatório nem comunicou que não o fizera.
Adversativas (exprimem  valor de oposição, contraste): mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, etc.
Exemplo:
Pediu a palavra, mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto  não conseguiu falar na reunião..
Alternativas (exprimem valor de alternância ou exclusão): ou..., ou;  ora... ora,etc.;
Resolva seu problemas ou não terá paz.
Ora chora, ora ri, aquela doida.
Conclusivas (exprimem  valor de conclusão): logo, portanto, por conseguinte, pois (posposto ao verbo), etc.
Já tomei todas as providência, portanto o evento sairá perfeito.
Explicativas (exprimem valor de  explicação ou justificativa): pois (anteposto ao verbo), que, porque, porquanto, pois.
"Cuidado com o que você pensa, pois sua vida é dirigida por seus pensamentos".

B: Subordinativas: introduz  ou relaciona uma oração subordinada que desempenha  função sintática  em  relação à oração  principal. Observe:
A sociedade deseja que a imprensa seja livre. ( que a imprensa seja livre completa o sentido do verbo desejar( da  oração principal),  exercendo a função sintática de OBJETO DIRETO )
Se houvesse mais homens honestos, haveria mulheres mais seguras.( se houvesse mais homens honestos expressa uma condição para que haja mulheres mais seguras.

As conjunções subordinativas classificam-se como
a.      Integrantes : que e se( introduzem orações subordinadas substantivas)
Sabemos que ela saiu mais cedo.
Não sabemos se ela saiu mais cedo.

b.      concessivas (exprimem concessão): embora, ainda que, mesmo que, conquanto, apesar de que.
Embora fosse o melhor jogdor do Santos, Robinho ficou na reserva.
c.       condicionais (exprimem condição ou hipótese): se, caso, desde que, contanto que, etc.;
Se fizer bom tempo, iremos à praia.
d.      conformativas (exprimem conformidade): conforme, consoante, segundo, como, etc.;
Tomei o remédio conforme o médico me orientou.
e.       comparativas (estabelecem comparação): como, mais... (do) que, menos... (do) que, etc.;
Ele ronca como um leão( ronca)
f.       consecutivas (exprimem consequência): que, de sorte que, de forma que, etc.;
Estudou tanto que dormiu em cima do livro.
g.      finais (exprimem-finalidade): para que, a fim de que, que, porque, etc.;
Lutamos para que as crianças tenham educação de qualidade..
h.      proporcionais (estabelecem proporção): à medida que, à proporção que, ao passo que,quanto mais..., menos...,
À medida que os convidados chegavam, a comida era servida.
i.        temporais (indicam tempo): quando, enquanto, antes que, depois que, desde que, logo que, assim que, etc.
Assim que o professor chegou, os alunos fizerem silêncio.

j.       Causais ( expressam uma causa):  porque, pois, que, como.
As educação corre perigo porque os professores não são valorizados..
Observação:
A mesma conjunção pode apresentar significado diferente, dependendo do contexto em que estiver inserida.
Exemplo:
Como não tinha dinheiro para pagar a conta, o casal passou a noite lavando pratos no restaurante.( a conjunção como indica causa( como =  porque)
O aluno fez a redação como o professor orientou. ( a conjunção como indica conformidade: como = conforme)
Ele canta como um canário.( como = igual a ( comparação)
ATIVIDADES
1. Procure unir as orações de cada um dos pares seguintes, utilizando uma conjunção coordenativa adequada.
a) Este é um país rico. A maior parte de seu povo é muito pobre.
b) Você se preparou dedicadamente. Será bem-sucedido.
c) É um velho político corrupto. Não se deve reelegê-lo.
d) Fique descansado. Eu tomarei as providências necessárias.
e) Choveu durante a noite. As ruas estão molhadas.
f) Você pode apresentar suas propostas esta noite. Pode ficar remoendo-as sozinho por muitas noites.
g) Você deve conversar abertamente com ela sobre seus sentimentos. Deve esquecê-la definitivamente.
2. A classificação de uma conjunção só pode ser realizada satisfatoriamente a partir de sua atuação efetiva numa frase. Observe os conjuntos de frases seguintes e procure indicar o tipo de relação estabelecida pela conjunção destacada.
a) (Como) chovesse, decidi adiar a partida.
Ele é compreensivo (como) um travesseiro.
Fiz tudo (como) combináramos.
b) A indignação foi tanta (que) produziu seguidas manifestações de rua.
Tivemos de sair correndo, (que) a situação ficou difícil!
Será que os brasileiros são mais alegres (que) os outros povos?
c) Por favor, fale mais alto, (que) eu também quero ouvir.
RESPOSTAS AQUI


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Orações coordenadas


ORAÇÕES COORDENADAS NÃO EXERCEM FUNÇÃO SINTÁTICA ENTRE SI,POR ISSO CÃO CHAMADAS DE ORAÇÕES INDEPENDENTES.

Obs.: a classificação de uma oração coordenada depende do aspecto lógico-semântico da relação que se estabelece entre as orações, porém, uma oração não depende sintaticamente da outra, isto é, uma não complementa a outra.
Observe:
As luzes apagam-se, abrem-se as cortinas e começa o espetáculo.
O período é composto de três orações:
[As luzes apagam-se][ abrem-se as cortinas] e  [ começa o espetáculo].

  RETOMANDO
 Apesar de as orações coordenadas  não manterem entre si dependência sintática,  existe entre  elas uma relação semântica( de sentido. )

As orações coordenadas  podem ser assindéticas ou sindéticas. 
1.    Coordenadas assindéticas:  a coordenação  é feita  por meio da vírgula.
2.    Coordenadas sindéticas: a coordenação é feita por meio de uma conjunção.

Classificação das Orações Coordenadas Sindéticas

 De acordo com o tipo de conjunção que as introduz, as orações coordenadas sindéticas CLASSIFICAM-SE EM: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e  explicativas.

a) Aditivas
   Expressam ideia de adição, acréscimo. Normalmente indicam fatos, acontecimentos ou pensamentos dispostos em sequência.  As conjunções coordenativas aditivas típicas são "e" e "nem" (= e + não). Introduzem as orações coordenadas sindéticas aditivas.
Por Exemplo:
Fizemos várias entrevistas   e  escolhemos o melhor candidato.
As orações sindéticas aditivas podem também estar ligadas pelas locuções não só... mas (também), tanto...como, e semelhantes. Essas estruturas costumam ser usadas quando se pretende enfatizar o conteúdo da segunda oração. Veja:
Chico Buarque não só canta, mas também (ou como também) compõe muito bem.
Não só provocaram graves problemas, mas (também) abandonaram os projetos de reestruturação social do país.
Obs.:  a conjunção "nem" tem o valor da expressão "e não".
Por Exemplo:
Os líderes não compareceram à reunião , nem (= e não) comunicaram o motivo.

b) Adversativas

    Exprimem fatos ou conceitos que se opõem ao que se declara na oração coordenada anterior, estabelecendo contraste.
As conjunções  mas,  porém, contudo, todavia, entretanto e as locuções no entanto, não obstante introduzem as orações coordenadas sindéticas adversativas.
Veja os exemplos:
"O amor é difícil, mas pode luzir em qualquer ponto da cidade." (Ferreira Gullar)
O país é extremamente rico, porém, a má distribuição de renda é evidente diante da miséria do povo.

Tens razão em agir assim, contudo controle-se.

Ricardo gostava de cantar, todavia sua voz não agradava.

Robinho  joga muito bem, entretanto o técnico colocou-o na reserva.
Observação:
A oração coordenada adversativa pode ser introduzida pela conjunção "e". Nesse caso, usamos uma vírgula antes do "e". Exemplo:

Chegamos atrasados, e conseguimos vaga para assistir ao espetáculo.


c) Alternativas
  Expressam ideia de alternância de fatos ou escolha. Normalmente é usada a conjunção "ou". Além dela, empregam-se também os pares: ora...ora, já...já, quer...quer..., seja...seja, etc. Introduzem as orações coordenadas sindéticas alternativas.
Exemplos:
Cale-se ou saia da minha presença.
Ora ri, ora fica emburrada.
Eu me casarei com ele, quer você permita, quer você não permita.


d) Conclusivas
Exprimem conclusão ou resultado em relação à  oração anterior.
Exemplo de conjunções que introduzem  as orações coordenadas conclusivas:
 logo, portanto e pois( entre vírgulas). Usa-se ainda: então, assim, por isso, por conseguinte, de modo que, em vista disso, etc. 
Exemplos:
Não tenho tempo, portanto não posso dar atenção a fatos sem importância.
A situação é delicada; devemos, pois, agir com cautela.
O time venceu, por isso está classificado.
A ferida cicatrizou logo os curativos foram bem feitos.


e) Explicativas
Indicam uma justificativa ou uma explicação referente ao fato expresso na oração anterior. As conjunções que merecem destaque são: que, porque e pois (obrigatoriamente anteposto ao verbo).
Exemplos:
Preciso sair agora,  que já estou atrasada.
Leve um agasalho, porque o tempo está muito frio.
Cumprimente-o, pois hoje é o seu aniversário.



ORAÇÕES COORDENADAS – EXERCÍCIOS
Questão 1
O período composto por coordenação é retratado por orações que não mantêm dependência sintática entre elas, isto é, somente são ligadas pelo uso da conjunção.
Assim sendo, demonstre seu conhecimento elaborando uma oração para cada modalidade solicitada:
a- aditiva
b- adversativa
c- alternativa
d- explicativa
e- conclusiva
Questão 2
Verifique o código em evidência, empregando-o corretamente de acordo com os casos expressos pelas orações a seguir:
A – coordenada aditiva
B – coordenada adversativa
C – coordenada alternativa
D – coordenada explicativa
E – coordenada conclusiva
a- Não fomos ao aniversário, porém mandamos um presente (   ).
b – Ou tentas te qualificares  melhor, ou serás demitido (   ).
c – Conseguimos obter um ótimo resultado, pois nos esforçamos bastante (   ).
d-  Leve um guarda-chuva, porque pode chover (   ).
e – Viajamos muito e chegamos exaustos.
f – Não vejo importância neste tema, portanto encerraremos a reunião.
g – Não gosto de sua atitude, todavia não lhe trato mal.

Questão 3
(Marília) Assinale a alternativa que contém uma coordenativa conclusiva:
a – Sérgio foi bom filho; logo será um bom pai.
b – Os meninos ora brigavam, ora brincavam.
c – Jaime trabalha depressa, contudo produz pouco.
d – Os cães mordem, não por maldade, mas por precisarem viver.
e – Adão comeu a maçã, e nossos dentes até hoje doem.
Questão 5
Observe o seguinte excerto poético e em seguida atente-se para as questões que a ele se referem:
“As horas passam, os homens caem, a poesia fica” (Emílio Moura)
a – Estamos diante de um período. Como ele se denomina? E por quê?
b – As orações que o compõem são coordenadas sindéticas ou assindéticas? Justifique.
c – Reescreva os versos introduzindo as conjunções coordenadas que melhor se adequarem à ideia expressa.

terça-feira, 19 de julho de 2022

A Parábola do Semeador

 

Parábola do Semeador



Mateus 13:1-22


 3."O semeador saiu a semear.

4 Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram.
5 Parte dela caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; e logo brotou, porque a terra não era profunda.
6. Mas quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz.
7. Outra parte caiu entre espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas.
8. Outra ainda caiu em boa terra, deu boa colheita, a cem, sessenta e trinta por um.
9. Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça! "  
Mateus 13:1-9

Explicação da parábola do Semeador Mateus 13:18-22

18 "Portanto, ouçam o que significa a parábola do semeador:
19 Quando alguém ouve a mensagem do Reino e não a entende, o Maligno vem e lhe arranca o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho.
20 Quanto ao que foi semeado em terreno pedregoso, este é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria.
21 Todavia, visto que não tem raiz em si mesmo, permanece por pouco tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandona.
22 Quanto ao que foi semeado entre os espinhos, este é aquele que ouve a palavra, mas a preocupação desta vida e o engano das riquezas a sufocam, tornando-a infrutífera.
23 E, finalmente, o que foi semeado em boa terra: este é aquele que ouve a palavra e a entende, e dá uma colheita de cem, sessenta e trinta por um".

Questões de interpretação de texto:

1. Quem é o semeador?  O que são as sementes ?

2.O que a terra representa?

3. Que tipo de terra você pretende ser durante nosso curso?

4.  Quais frutos você pretende colher durante nossas aulas?

5.  Preste atenção às expressões " a terra não era profunda " 

" porque não tinham raiz". Explique o seu significado. 

6. V 9. O que significa " quem tem ouvidos para ouvir, ouça!"

7. Qual o significado de "portanto"?

8. No versículo 19, explique o valor da expressão "e não a entende".

9. No v. 21 o que acontece com quem não tem raiz?

10. Dê alguns exemplos " das preocupações desta vida" 

11. Quais as consequências dessas preocupações?

12. Ter riquezas é um problema? Explique

13    Explique o significado da expressão "trinta, sessenta e cem por um".

Estudo da língua

1.     1.Vamos falar sobre verbos ( tempo e modo)

2    2. Em que tempo está a maioria dos verbos? Por quê?

3     3. E o modo do verbo?

4     4. Conjunções são muito importantes na interpretação do texto, pois são recursos linguísticos que garantem a coesão(união) de períodos e parágrafos. 

      Veja alguns exemplos: porque, mas, portanto, todavia

5.5. Além das conjunções, usamos pronomes, advérbios, sinônimos, entre outros recursos a fim de substituir palavras e evitar a repetição desnecessária.No v.4, a palavra dela substitui qual palavra na frase?


8 6.Sentido das palavras no texto. Há palavras que aparecem no texto, várias vezes, com sentido gramatical diferente.No v. 22 a letra a se repete a palavra, a sufocam e tornando-a.O sentido é o mesmo?

7. Reescreva a Parábola do Semeador com suas palavras, sem mudar o sentido.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

COESÃO

COESÃO

Pronomes são grande ferramenta para evitar a repetição desnecessária de termos e manter a coesão. Veja no texto o papel da palavra DELES - " evitar muitos deles.", referindo-se a problemas .
" O sorriso é a maneira de evitar muitos problemas" 

MAIS RECURSOS COESIVOS

Palavras como, conjunções, pronomes, advérbios, sinônimos são mecanismos de coesão textual porque estabelecem relações com outros termos no interior de um texto, garantindo unidade entre as diversas partes que o compõem. Essa relação entre os elementos do texto recebe o nome de Coesão Textual.
Há, portanto, coesão, quando existem articulações articulação dessas partes  entre si, estabelecendo unidade em cada uma das partes, ou seja, entre os períodos e entre os parágrafos.
Tal unidade se dá pelo emprego de conectivos ou elementos coesivos, cuja função é evidenciar as várias relações de sentido entre os enunciados. Veja um exemplo de um texto coeso:

Exemplo de texto coeso
Observe a coesão presente no texto a seguir:
“Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a política agrária do país, porque consideram injusta a atual distribuição de terras. Porém o ministro da Agricultura considerou a manifestação um ato de rebeldia, uma vez que o projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de sem-terra.
JORDÃO, R., BELLEZI C. Linguagens. São Paulo: Escala Educacional, 2007, 566 p.

Exemplos de coesão

Coesão por pronome

 Os metroviários realizaram uma passeata para reivindicar aumento de salário. Eles bloquearam a entrada dos funcionários que pretendiam trabalhar.
( eles pronome pessoal retoma metroviários) e que pronome relativo retoma funcionários)

 Conversei com a aluna.
O pai da aluna é delegado.
Conversei com a aluna cujo pai é delegado.(o pronome relativo cujo substitui " da aluna")

Coesão vocabular

 “Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como .”
(“Onde” e ”lá” retomam minha terra)

Veja um exemplo de texto que precisa ser reescrito devido à repetição desnecessária de palavras.
Exercício retirado da internet

As revendedoras de automóveis não estão mais equipando os automóveis para vender os automóveis mais caro. O cliente vai à revendedora de automóveis com pouco dinheiro e, se tiver que pagar mais caro o automóvel, desiste de comprar o automóvel e as revendedoras de automóveis têm prejuízo.
Texto reescrito:

As revendedoras de automóveis não estão mais equipando os veículos para vendê-los mais caro. O cliente vai à concessionária   com pouco dinheiro e, se tiver que pagar mais caro pelo veículo, desiste do negócio e as agências  têm prejuízo.

   Coesão por conjunção: estabelece relações significativas entre os elementos ou orações do texto. Tais conjunções  podem exprimir valor semântico de adição, adversidade, causa, tempo...

   Marina trabalha e estuda. (adição)
  Estava triste, mas esboçou um sorriso. (adversidade)
  Perdeu a batalha, porque não usou as armas adequadas. (causa)
 Saí quando ele chegou. (tempo)

OBSERVAÇÃO:
Quando uma conjunção não é usada corretamente, há prejuízo na coesão, gerando incoerência. Observe:

O país prima pela justa distribuição de renda, portanto até hoje não conseguiu vencer a miséria.
O conectivo "portanto" confere ao período o valor de conclusão, mas o sentido é  de oposição.

Quando há distribuição justa de renda, o certo é o país vencer a miséria.
Logo, só podemos empregar uma conjunção que expresse ideia adversativa, como: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.

O período reescrito de forma adequada, fica assim:
O país prima pela justa distribuição de renda, mas, porém, no entanto, entretanto até hoje não conseguiu vencer a miséria.

Vá para a postagem- Coesão, exercícios.









quinta-feira, 10 de setembro de 2015

EXERCÍCIOS DE REVISÃO 9o. ano



ORAÇÕES SUBORDINADAS

Orações adverbiais
1. Classifique as orações destacadas de acordo com o valor expresso pelas conjunções do quadro

 Condição / Comparação /  tempo / finalidade/ Causa/ proporção/ conformidade      concessão


“Desde que acordara, nessa manhã, uma inquietação surda recomeçava a pesar-me na alma. “(Eça de Queirós)
 Muitos candidatos fazem promessas irrealizáveis, a fim de obter o voto dos eleitores mais ingênuos e desinformados.
 Viajaremos para a praia no dia 20 e, caso o tempo esteja bom,, ficaremos até o final do mês.
 Os olhos do sertanejo iam ficando mais tristes, à medida que a água açude ia minguando com a longa estiagem.
A inflação deste mês foi menor que a do mês passado, como já haviam previsto os analistas econômicos.
Já que a decisão foi tomada, podemos encerrar a reunião.
Ele seria incapaz de nos criticar, ainda que estivéssemos errados.
 “Meu Deus, a vida dessa gente é só comer. Sempre volto pra casa com um monte de quilos a mais, mesmo andando a cavalo  e correndo atrás dos gansos, depois tenho de enfrentar regime duro.” (Duílio Gomes)
Você conseguirá entender o texto desde que o leia com muita atenção

 2.     Classifique as orações subordinadas.

"Os homens sempre se esquecem de que somos todos mortais."

Estou seguro de que a sabedoria dos legisladores saberá
encontrar meios para realizar semelhante medida."

"Tanto eu como Pascoal tínhamos medo de que o patrão topasse Pedro Barqueiro nas ruas da cidade."

 "Era preciso que ninguém desconfiasse do nosso conluio para prendermos o Pedro Barqueiro."

"Todavia, eu a ninguém escondo os sentimentos que ainda há pouco mostrei."

Este é o livro de que lhe falei.

 Parece que a prova não está difícil.

 3.   Classifique as conjunções em destaque:
  I. Somente duas equipes se classificarão, como prevê o regulamento.
  II. Como havia faltado às aulas, não sabia que a prova fora adiada.
 III. Ele me olha como um gato( me olha)

4. Suponha que a respeito de uma crise em um clube de futebol, dois jornais publiquem o seguinte:
JORNAL A
Os jogadores que foram criticados pelo técnico pretendem sair do clube.
JORNAL B
Os jogadores, que foram criticados pelo técnico, pretendem sair do clube.
Destaque a alternativa incorreta:
a. O jornal A faz uso de uma oração adjetiva restritiva
b. O jornal B informa que nem todos os jogadores foram criticados pelo técnico.
c. O jornal B faz uso de uma oração adjetiva explicativa
d. O jornal B informa que todos os jogadores foram criticados pelo técnico.


sábado, 14 de março de 2026

Diferença entre Coesão e Coerência

 


Coesão e coerência

 Coesão

A coesão é responsável pela ligação de palavras, frases e parágrafos. Além disso, retoma termos ditos anteriormente no texto a fim de evitar a repetição de palavras ou expressões.

Alguns elementos linguísticos chamados coesivos:

Pronomes, advérbios, conjunções, sinônimos entre outros.

Exemplo:

Alguns alunos costumam estudar os conteúdos no dia da prova. Essa atitude pode prejudicar seu desempenho. ( pronome demonstrativo retomando o que foi dito antes).

Gostaria muito de ter ido ao casamento da Maria, mas não fui convidada.( conjunção adversativa indicando oposição.

No início do século vinte era obrigatório usar vestido longo; atualmente, o uso é opcional. ( advérbio de tempo)

O médico me recomendou o uso de antidepressivos; esse medicamento só é vendido com receita especial. ( sinônimo)

A coerência é responsável pela lógica e sentido das ideias no texto, ou seja, estabelece a relação da combinação no desenvolvimento de ideias.

Um texto com problemas de coesão e coerência deixa o leitor confuso.

Exemplo de texto com problemas de coesão e coerência

Na noite passada fazia muito frio, então resolvi usar minha blusa de alcinhas e saí para tomar um sorvete. A casa de praia da minha amiga estava à venda. Ganho dois salários mínimos e, com certeza, vou comprá-la para passar invernos memoráveis. Gosto de dormir até tarde, portanto vou aceitar aquele trabalho que tem início às seis da manhã.


sábado, 30 de abril de 2011

TIPOS DE DISCURSO: direto - indireto - indireto livre

Tipos de Discursos   


 Discurso  no texto narrativo  deve ser entendido como a maneira como o narrador apresenta a fala ou os pensamentos das personagens. São três os tipos de discurso: direto, indireto, indireto livre.

Discurso Direto
O mais comum de todos, ocorre quando a personagem “fala” diretamente com o leitor; nesse tipo de discurso, o narrador  reproduz integralmente o que a personagem diz. Geralmente, usa-se o travessão para iniciar tal discurso.

"- Por que veio tão tarde? perguntou-lhe Sofia, logo que apareceu à porta do jardim, em Santa Teresa.
- Depois do almoço, que acabou às duas horas, estive arranjando uns papéis. Mas não é tão tarde assim, continuou Rubião, vendo o relógio; são quatro horas e meia.
- Sempre é tarde para os amigos, replicou Sofia, em ar de censura."
(Machado de Assis, Quincas Borba)

Discurso indireto
No discurso indireto, o narrador "fala" pela personagem como se estivesse mandando um recado dela para o leitor, por isso é indireto. Para tanto, terá que usar, necessariamente, as conjunções integrantes "que"  e "se"  ao introduzir tal discurso. Exemplo:

Sofia replicou, com ar de censura, que sempre era tarde para os amigos.

Transformando o discurso direto em indireto. Exemplos:
Discurso direto:
Mariana disse:
“─ Não me casarei com este velhote.”

Discurso indireto:
Mariana  disse que  não se casaria com aquele velhote.

 
PASSAGEM DO DISCURSO DIRETO PARA O INDIRETO
Observe a mudança de estrutura das frases que indicam as falas dos personagens:


Discurso direto
Discurso indireto

 vou( presente)mudar a situação  aqui, retrucou a mulher.

A mulher retrucou  que ia( pretérito imperfeito)mudar a situação ali.

Tive( pretérito perfeito)uma ideia formidável, disse Juca.
Verbo no 
Juca disse que tivera(pretérito mais-que-perfeito) uma ideia formidável.

Não me casarei(futurdo presente)com este velhote, afirmou Marina.
Verbo no 
Marina afirmou que não se casaria(futuro do pretérito) com aquele velhote.

Libertem(imperativo afirmativo) o prisioneiro, ordenou o rei.
O rei ordenou que libertassem(imperfeito do subjuntivo)o prisioneiro.


Observação: usam-se as mesmas regras para  fazer a passagem do discurso indireto para o direto.

O DISCURSO INDIRETO LIVRE
 O discurso indireto livre é um tipo de discurso misto, em que se associam as características do discurso direto e do indireto.
 Dos três tipos de discursos, esse é o mais complexo. O que ocorre, nesse caso, é que a fala interior da personagem (as emoções, os pensamentos , os sentimentos, as reflexões) misturam-se com a fala do narrador, causando certa confusão em relação a quem está se pronunciando (o narrador ou a personagem). Portanto, na maioria dos casos, desaparecem  os verbos de elocução( mandar, deixar, falar, responder, indagar) e  os sinais de pontuação. O discurso indireto livre é mais comum  quando o narrador é onisciente
Observe,  nos trechos abaixo, que as falas do narrador e da personagem  Fabiano parecem fundir-se. No trecho em verde, fica claro que a narrativa foi interrompida  e o narrador insere a fala e os pensamentos de Fabiano.

 Não se conformou: devia haver engano. Ele era bruto, sim senhor, via-se perfeitamente que era bruto, mas a mulher tinha miolo. Com certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos.
Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria! (Cap. X, Contas)

Mais um exemplo retirado da obra “vidas Secas”
“Aí Fabiano baixou pancada e amunhecou . Bem, bem. Não era preciso barulho não. Se havia dito palavra à-toa, pedia desculpa. Era bruto, não fora ensinado. Atrevimento não tinha conhecia o seu lugar.”


EXERCÍCIOS
1) FUVEST 2010
Leia o seguinte texto:
Um músico ambulante toca sua sanfoninha no viaduto do Chá, em São Paulo.
Chega o “rapa” e o interrompe:
— Você tem licença?
— Não, senhor.
— Então me acompanhe.
— Sim, senhor. E que música o senhor vai cantar?

b) Reescreva o diálogo que compõe o texto, usando o discurso indireto. Comece com:
O fiscal do “rapa” perguntou ao músico...

2) FUVEST 2009
Leia o trecho a seguir, extraído de um conto, e responda ao que se pede.

eu estava ali deitado olhando através da vidraça as roseiras no jardim fustigadas pelo vento que zunia lá fora e nas venezianas de meu quarto e de repente cessava e tudo ficava tão quieto tão triste e de repente recomeçava e as roseiras frágeis e assustadas irrompiam na vidraça e eu estava ali o tempo todo olhando estava em minha cama com minha blusa de lã as mãos enfiadas nos bolsos os braços colados ao corpo as pernas juntas estava de sapatos Mamãe não gostava que eu deitasse de sapatos deixe de preguiça menino! mas dessa vez eu estava deitado de sapatos e ela viu e não falou nada ela sentou-se na beirada da cama e pousou a mão em meu joelho e falou você não quer mesmo almoçar?
Luiz Vilela. Eu estava ali deitado.

b) Cite, do texto, um exemplo de emprego do discurso direto.

3) FUVEST 2008
Em janeiro de 1935, um grupo de turistas pernambucanos passeava de carro quando deu de cara com Lampião e seu bando. Revirando a bagagem do grupo, um cangaceiro encontrou uma Kodak e entregou ao chefe, que perguntou a quem ela pertencia. Apavorado, um deles levantou o dedo. “Quero que o senhor tire o meu retrato”, disparou o “rei do cangaço”, pondo-se a posar. O homem, esforçando-se, bateu uma chapa, mas avisou: “Capitão, esta posição não está boa”. Dando um salto e caindo de pé, Lampião perguntou: “E esta? Está melhor?” Outra foto foi feita. Quando libertava os turistas, após pilhá-los, o “fotógrafo” de ocasião indagou-lhe como podia enviar as imagens. “Não é preciso. Mande publicar nos jornais”, disse o cangaceiro.
Carlos Haag, Pesquisa FAPESP.
b) Os trechos abaixo encontram-se em discurso indireto e discurso direto, respectivamente. Transforme em discurso direto o primeiro trecho e, em discurso indireto, o segundo.
I. (...) um cangaceiro encontrou uma Kodak e entregou ao chefe, que perguntou a quem ela pertencia.
II. “Quero que o senhor tire o meu retrato”, disparou o “rei do cangaço”. (...).


4) FUVEST 2007
“‘Muito!’, disse quando alguém lhe perguntou se gostara de um certo quadro.”
Se a pergunta a que se refere o trecho fosse apresentada em discurso direto, a forma verbal correspondente
a “gostara” seria
a) gostasse.
b) gostava.
c) gostou.
d) gostará.
e) gostaria.

5) FUVEST 2003
Conta-me Cláudio Mello e Souza. Estando em um café de Lisboa a conversar com dois amigos brasileiros, foram eles interrompidos pelo garçom, que perguntou, intrigado:
— Que raio de língua é essa que estão aí a falar, que eu percebo(*) tudo?
(*) percebo = compreendo
(Rubem Braga)
 Transponha a fala do garçom para o discurso indireto. Comece com: O garçom lhes perguntou, intrigado, que raio de língua... .

6) FUVEST 2003
Um homem vem caminhando por um parque quando de repente se vê com sete anos de idade. Está com quarenta, quarenta e poucos. De repente dá com ele mesmo chutando uma bola perto de um banco onde está a sua babá fazendo tricô. Não tem a menor dúvida de que é ele mesmo. Reconhece a sua própria cara, reconhece o banco e a babá. Tem uma vaga lembrança daquela cena. Um dia ele estava jogando bola no parque quando de repente aproximou-se um homem e… O homem aproxima-se dele mesmo. Ajoelha-se, põe as mãos nos seus ombros e olha nos seus olhos. Seus olhos se enchem de lágrimas.
Sente uma coisa no peito. Que coisa é a vida. Que coisa pior ainda é o tempo. Como eu era inocente. Como os meus olhos eram limpos. O homem tenta dizer alguma coisa, mas não encontra o que dizer. Apenas abraça a si mesmo, longamente. Depois sai caminhando, chorando, sem olhar para trás. O garoto fica olhando para a sua figura que se afasta. Também se reconheceu. E fica pensando, aborrecido: quando eu tiver quarenta, quarenta e poucos anos, como eu vou ser sentimental!
(Luis Fernando Verissimo, Comédias para se ler na escola)
O discurso indireto livre é empregado na seguinte passagem:
a) Que coisa é a vida. Que coisa pior ainda é o tempo.
b) Reconhece a sua própria cara, reconhece o banco e a babá. Tem uma vaga lembrança daquela
cena.
c) Um homem vem caminhando por um parque quando de repente se vê com sete anos de idade.
d) O homem tenta dizer alguma coisa, mas não encontra o que dizer. Apenas abraça a si mesmo, longamente.
e) O garoto fica olhando para a sua figura que se afasta.

7) FUVEST 2002
Diálogo ultra-rápido
— Eu queria propor-lhe uma troca de idéias ...
— Deus me livre!
(Mário Quintana)
b) Transforme o diálogo anterior em um único período, utilizando apenas o discurso indireto e conservando o sentido do texto.

8) FUVEST 2001
Observe este anúncio, com foto que retrata um depósito de lixo.



a) Passe para o discurso indireto a frase “Filho, um dia isso tudo será seu”.

9)


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Diferença entre Coesão e Coerência

  Coesão e coerência   Coesão A coesão é responsável pela ligação de palavras, frases e parágrafos. Além disso, retoma termos ditos ante...